APROVEITEM ESSAS DICAS PARA MELHORAR O SEU DESEMPENHO EM SUAS MINISTRAÇÕES!!!!!!!!
Lição- Adulto
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 2.24 Deixar pai e mãe não significa abandoná-los.
Terça - Êx 21.15-17 A sanção da lei é implacável para quem ferir ou amaldiçoar os pais.
Quarta - Pv 1.8 Honrar pai e mãe significa também acatar os seus ensinos e instruções.
Terça - Êx 21.15-17 A sanção da lei é implacável para quem ferir ou amaldiçoar os pais.
Quarta - Pv 1.8 Honrar pai e mãe significa também acatar os seus ensinos e instruções.
Quinta - Pv 23.22 É honroso para o filho cuidar dos pais na velhice
deles.
Sexta - Zc 12.1 Os pais são instrumentos de DEUS para nos trazer à existência.
Sábado - Mt 15.4 O Senhor JESUS reafirma a origem divina do quinto mandamento.
Sexta - Zc 12.1 Os pais são instrumentos de DEUS para nos trazer à existência.
Sábado - Mt 15.4 O Senhor JESUS reafirma a origem divina do quinto mandamento.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 20.12; Ef 6.1-3; Marcos 7.10-13
Êxodo 20.12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se
prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu DEUS, te dá.
Ef 6.1 Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. 2 Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, 3 para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
Ef 6.1 Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. 2 Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, 3 para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
Marcos 7.10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe
e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte. 11 Porém vós
dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de
mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor, 12 nada mais lhe deixais fazer por seu
pai ou por sua mãe, 13 invalidando, assim, a palavra de DEUS pela vossa
tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.
OBJETIVO GERAL
Estimular um profundo respeito aos pais e às mães, não somente de palavras, mas de obras de amor e carinho.
Estimular um profundo respeito aos pais e às mães, não somente de palavras, mas de obras de amor e carinho.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar que "honrar pai e mãe" é o primeiro mandamento do Decálogo que se refere ao relacionamento com o próximo.
Destacar que, na família, os pais representam a DEUS.
Apontar que, segundo as Escrituras, os filhos devem aos pais o respeito, a atenção e a devida obediência.
Conscientizar os alunos de que os filhos têm responsabilidades econômicas com os pais.
Mostrar que "honrar pai e mãe" é o primeiro mandamento do Decálogo que se refere ao relacionamento com o próximo.
Destacar que, na família, os pais representam a DEUS.
Apontar que, segundo as Escrituras, os filhos devem aos pais o respeito, a atenção e a devida obediência.
Conscientizar os alunos de que os filhos têm responsabilidades econômicas com os pais.
PONTO CENTRAL
Todos os seres humanos devem respeito, obediência e atenção aos seus pais. Esta é a vontade de DEUS.
Todos os seres humanos devem respeito, obediência e atenção aos seus pais. Esta é a vontade de DEUS.
Resumo da Lição 7 - Honrarás Pai e Mãe
I. O QUINTO MANDAMENTO
1. Os pais biológicos.
2. Os pais espirituais.
3. Os pais intelectuais.
II. OBEDIÊNCIA
1. O verbo honrar.
1. Os pais biológicos.
2. Os pais espirituais.
3. Os pais intelectuais.
II. OBEDIÊNCIA
1. O verbo honrar.
2. Filho adulto.
3. À luz da exegese.
III. SUSTENTO
1. Cuidado.
2. Oferta Corbã.
3. Ensino de JESUS.
IV. ENTRE A LEI E A GRAÇA
1. Autoridade dos pais.
2. O sistema mosaico.
3. Adaptado sob a graça.
3. À luz da exegese.
III. SUSTENTO
1. Cuidado.
2. Oferta Corbã.
3. Ensino de JESUS.
IV. ENTRE A LEI E A GRAÇA
1. Autoridade dos pais.
2. O sistema mosaico.
3. Adaptado sob a graça.
SÍNTESE DO TÓPICO I - O quinto mandamento revela a sustentabilidade
divina da estrutura familiar e da ordem social.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A Bíblia declara que "honrar pai e mãe" é mandamento divino, não sugestão humana.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Os filhos não podem se esconder das suas responsabilidades para com os seus pais.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - Dentro da perspectiva da graça, o quinto mandamento tem o mesmo valor que os outros. Uma lei que existe desde que o mundo existe.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A Bíblia declara que "honrar pai e mãe" é mandamento divino, não sugestão humana.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Os filhos não podem se esconder das suas responsabilidades para com os seus pais.
SÍNTESE DO TÓPICO IV - Dentro da perspectiva da graça, o quinto mandamento tem o mesmo valor que os outros. Uma lei que existe desde que o mundo existe.
CONHEÇA MAIS
A Constituição do Núcleo Familiar no AT
"A constituição do núcleo familiar a priori foi composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros, a família se tornou o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido." Leia mais em A Família no Antigo Testamento, CPAD, pp.23-36.
A Constituição do Núcleo Familiar no AT
"A constituição do núcleo familiar a priori foi composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros, a família se tornou o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido." Leia mais em A Família no Antigo Testamento, CPAD, pp.23-36.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"O que um leitor da Bíblia poderia esperar é 'Obedece a teu pai e a tua mãe'. Obedecer, contudo, é mais fácil que honrar. Pode-se odiar e obedecer, mas é impossível odiar e honrar.
A gravidade da ordem é reforçada pela escolha do verbo 'honrar'. Por diversas vezes, ele é usado com DEUS como objeto (1 Sm 2.30; Sl 50.23; Pv 3.9; Is 29.13; 43.20,23). Tanto DEUS como os pais são dignos de honra. Esse termo hebraico é ocasionalmente traduzido por 'glorificar', e descreve como DEUS deve ser adorado (Sl 22.23; 50.15; 86.9,12; Is 24.15).
Isso não quer dizer que os pais são dignos de adoração. JESUS citou e corroborou o quinto mandamento (Mt 15.4; Mc 7.10; também Paulo o fez em Efésios 6.2), mas também disse: 'Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim' (Mt 10.37). Os pais, como parte dos 'outros deuses' proibidos no primeiro mandamento, seriam deuses por demais impotentes.
Como Levítico 19.3, ainda que em ordem oposta, os mandamentos sobre guardar o sábado e honrar pai e mãe estão juntos. Possivelmente, a relação entre os dois está na ideia de que observar o sábado é uma forma de honrar a DEUS e, portanto, corresponde a honrar os pais" (HAMILTON, Victor. Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.223).
PARA REFLETIR
Sobre honrar o pai e a mãe:
Como os filhos devem honrá-los?
Devotando-lhes todo o respeito, a atenção e a obediência devida.
Qual é o dever dos filhos para com os seus pais na velhice?
Cuidar dos pais em tudo o que for necessário.
O Evangelho exige que os filhos deixem de cuidar dos pais para dar dinheiro à obra de DEUS?
Não! Essa era a desculpa das autoridades religiosas de Israel para não assistirem os pais na velhice.
Os filhos não podem desacatar os pais (cf. Ef 6.1-3). Por quê?
Porque as Escrituras colocam os pais em posição de honra.
Os pais podem despertar a ira nos filhos (cf. Ef 6.4)?
Não. As Escrituras orientam aos pais a não despertarem a ira nos filhos.
Sobre honrar o pai e a mãe:
Como os filhos devem honrá-los?
Devotando-lhes todo o respeito, a atenção e a obediência devida.
Qual é o dever dos filhos para com os seus pais na velhice?
Cuidar dos pais em tudo o que for necessário.
O Evangelho exige que os filhos deixem de cuidar dos pais para dar dinheiro à obra de DEUS?
Não! Essa era a desculpa das autoridades religiosas de Israel para não assistirem os pais na velhice.
Os filhos não podem desacatar os pais (cf. Ef 6.1-3). Por quê?
Porque as Escrituras colocam os pais em posição de honra.
Os pais podem despertar a ira nos filhos (cf. Ef 6.4)?
Não. As Escrituras orientam aos pais a não despertarem a ira nos filhos.
SUGESTÃO DE LEITURA
Teologia da Educação Cristã, Disciplinas da Família Cristã, Amor e
Disciplina para Criar Filhos Felizes
Comentários de vários autores com alguns ajustes do Ev. Luiz Henrique
HONRARÁS PAI E MÃE
Até aqui, estudamos quatro mandamentos em relação direta ao Deus
Criador. Esses primeiros mandamentos objetivam mostrar-nos a natureza de Deus,
Sua manifestação santa e o quanto Ele nos leva a sério, não permitindo a nós
relacionarmos com a sua pessoa através da mera reprodução de imagens elaboradas
pelas mãos e a imaginação humanas.
A partir de agora, do quinto ao décimo mandamentos, vamos nos dedicar a
conhecer uma dimensão prática do Decálogo em relação ao nosso próximo.
Do quinto ao décimo mandamento, Deus claramente nos ordena a relacionarmo-nos com o próximo sob a mesma reverência que nos chegamos a Ele. O quinto mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe para que os seus dias se prolonguem sobre a terra.
Do quinto ao décimo mandamento, Deus claramente nos ordena a relacionarmo-nos com o próximo sob a mesma reverência que nos chegamos a Ele. O quinto mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe para que os seus dias se prolonguem sobre a terra.
A Bíblia é clara quanto ao nosso dever de honrarmos o nosso pai e a
nossa mãe. Quando falamos de honrar pai e mãe, nos referimos à família
instituída por Deus e basicamente formada por pai, mãe e filhos. Todavia, no
contexto bíblico, quando o mandamento em relação a honrar os pais fora exposto
ao povo, a família hebreia tinha uma dimensão mais ampla que a família
entendida por nós no contexto ocidental. Respeitar o pai e a mãe também
implicava respeitar os pais das diversas tribos hebreias. Os pais de Levi, os
pais de Judá, os pais de Efraim, os pais de Rubem, etc. Digno de nota é que
o primeiro mandamento para honrar um ser humano não foi no sentido de
prestar honras ao rei ou uma autoridade religiosa, mas ao pai e a mãe.
Fazer a manutenção da honra e do respeito aos pais seria garantir que a
sociedade antiga de Israel não sucumbisse à cultura dos estrangeiros. O quinto
mandamento deveria ser observado igualmente pelos líderes religiosos, o
sumo-sacerdote e os sacerdotes. Mas não foi isso que Jesus denunciou em Marcos
7.9-13. A revelia da Lei, os líderes religiosos criaram uma tradição dizendo
que a pessoa que consagra a sua vida a Deus, quer dizer, ao serviço do Templo,
os bens pelos quais poderiam socorrer os seus pais em suas necessidades não
poderiam ser desviados do Templo. Com a desculpa de que "eram fieis a
Deus" tornavam-se infiéis aos seus pais. Jesus denuncia com clareza!
Pai e mãe devem ser amados e respeitados por todos nós. Honrá-los é o
primeiro mandamento com promessa. A promessa de que a família não se desfará.
De que a sociedade permanecerá. De que a vida será respeitada.
Revista ensinador. Editora CPAD. pag. 39.
Observações do Ev. Luiz Henrique:
Ilustração para iniciar a aula
Amigos!! As pessoas muitas vezes são egoístas e não pensam que um dia
talvez passarão por determinada situação. Nossas ações são exemplos, por isso
faça o bem para colher o bem. Reflitam com essa mensagem!!
Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho. - "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão." Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?" O menino respondeu docemente: - "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer" O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite aquele filho tomou o pai pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava. Queridos amigos!! Na pureza de uma criança podemos tirar grandes ensinamentos. Que possamos refletir as atitudes que temos com as pessoas e ver se o que estamos fazendo é certo. Nossas ações são exemplos, exemplos a serem seguidos. Por isso amigos sempre lembrem-se que amanhã pode ser você, portanto cultive coisas boas e será recompensado. Um forte abraço!! Velho Sábio!!
Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho. - "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão." Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?" O menino respondeu docemente: - "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer" O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite aquele filho tomou o pai pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava. Queridos amigos!! Na pureza de uma criança podemos tirar grandes ensinamentos. Que possamos refletir as atitudes que temos com as pessoas e ver se o que estamos fazendo é certo. Nossas ações são exemplos, exemplos a serem seguidos. Por isso amigos sempre lembrem-se que amanhã pode ser você, portanto cultive coisas boas e será recompensado. Um forte abraço!! Velho Sábio!!
BEP - CPAD - Efésios 6.1 FILHOS, SEDE OBEDIENTES. Os filhos de
crentes devem permanecer sob a orientação dos pais, até se tornarem membros
doutra unidade familiar através do casamento.
(1) As crianças pequenas devem ser ensinadas a obedecer e a honrar os
pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor (ver 6.4; Pv 13.24;
22.6).
(2) Os filhos mais velhos, mesmo depois de casados, devem receber com
respeito, o conselho dos pais (v. 2) e honrá-los na velhice, mediante cuidados
e ajuda financeira, conforme a necessidade (Mt 15.1-6).
(3) Os filhos que honram seus pais serão abençoados por Deus, aqui na
terra e na eternidade (v. 3).
¶ Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à
voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,
Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar;
E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.
Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá.
Deuteronômio 21:18-21
Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar;
E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.
Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá.
Deuteronômio 21:18-21
DEUS ordenou a morte dos filhos rebeldes, viciados
e desobedientes:
Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz
de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,
Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e
à porta do seu lugar; E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde
e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. Então todos
os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio
de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá. Deut 21:18-21
Obs.: Para a igreja romana e para os luteranos esse é o quarto
mandamento. Passamos agora à segunda tábua dos mandamentos, segundo Calvino,
Tomás de Aquino, etc...
Exemplo de respeito e honra para com a mãe:
Assim foi Bate-Seba ao rei Salomão, a falar-lhe por Adonias; e o rei se
levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então se assentou
no seu trono, e fez pôr uma cadeira para a sua mãe, e ela se assentou à sua
direita.
Então disse ela: Só uma pequena petição te faço; não ma rejeites. E o rei lhe disse: Pede, minha mãe, porque não ta negarei.
1 Reis 2:19-20
Então disse ela: Só uma pequena petição te faço; não ma rejeites. E o rei lhe disse: Pede, minha mãe, porque não ta negarei.
1 Reis 2:19-20
Assim foi Bate-Seba ao rei Salomão, a falar-lhe por Adonias; e o rei se
levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então se assentou
no seu trono, e fez pôr uma cadeira para a sua mãe, e ela se assentou à sua
direita. Então disse ela: Só uma pequena petição te faço; não ma rejeites. E o
rei lhe disse: Pede, minha mãe, porque não ta negarei. 1 Reis 2:19-20.
Devemos obedecer nossos pais no Senhor, enquanto estiver de acordo com a
Palavra de DEUS. Vós, filhos, sede obedientes a vossos
pais no Senhor, porque isto é justo. Efésios 6:1
Exemplo de filho que não honrou sua mãe porque ela estava em pecado de
idolatria:
E também a Maaca, sua mãe, o rei Asa depôs, para que não fosse mais
rainha, porquanto fizera um horrível ídolo, a Aserá; e Asa destruiu o seu
horrível ídolo, e o despedaçou, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom. 2 Crônicas 15:16.
COMENTÁRIOS - INTRODUÇÃO
O mandamento "Honra a teu pai e a tua mãe" (Êx 20.12) se
referia originalmente aos pais numa estrutura familiar, mas com o
desenvolvimento da revelação se torna claro que se refere também aos pais
espirituais e às autoridades constituídas. O preceito instrui no tocante ao
nosso relacionamento com os superiores segundo idade, hierarquia social e
espiritual, e conhecimento. O mundo está hoje às avessas, e o quinto mandamento
nunca foi tão necessário quanto é agora no século 21.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 77-78.
O primeiro dos seis últimos mandamentos toca diretamente em um ponto
teológico muitíssimo relevante em torno do qual gira boa parte da nossa
abordagem, e este é a inter-relação inerente à criação e à ordem da criação (Êx
20.12). Deus, como Criador, é soberano, mas ele escolheu executar seu governo
por intermédio da humanidade. Contudo, há esferas de soberania na humanidade,
pessoas ou instituições que, por natureza ou indicação, são designadas para
exercer senhorio benemérito sobre outros. Isso começa na esfera do casamento e
da família, matéria de que tratamos de passagem. O modelo do Antigo Testamento
é claramente patriarcal, mas não patriarcal ditatorial. Conforme observaremos,
muitas estipulações da aliança que regulamentam o comportamento dos filhos
exigem que eles tratem pai e mãe com honra.
Eugene H. Merrill. Teologia do Antigo Testamento. Editora
Shedd Publicações. pag. 334.
Pais são instrumentos de Deus na vida dos filhos, para ir ao encontro
das necessidades físicas deles e introduzir a criança nos caminhos de Deus. A
prioridade espiritual dos pais é observada no fato de que muitas das
cerimônias, tal como a ceia da Páscoa, eram conduzidas no seio da família. Em
Deuteronômio 6 e 11, é destacada a responsabilidade pela educação no lar.
RICHARDS. Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Uma
análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Editora
CPAD. pag. 64.
Êxo 20.12 teu pai e tua mãe. Neste quinto mandamento, o Decálogo
volta-se para as relações humanas, começando pela família. A honra aos pais é a
âncora da sociedade, e liga os filhos aos pais na comunidade da fé. A promessa
e a advertência implícita deste mandamento são ímpares nesta série. O
desrespeito aos pais era uma questão séria, pois também desonrava o Senhor.
Bíblia de Estudo de Genebra. Editoras Cultura Cristã e Sociedade
Bíblica do Brasil. pag. 103.
I. O QUINTO MANDAMENTO
1. OS PAIS BIOLÓGICOS.
Não existe na vida alguém mais importante para o filho do que o pai e a
mãe; eles são seus heróis. Esse relacionamento é análogo ao de Javé com o seu
povo Israel (Dt 1.31). O profeta Malaquias apresenta uma analogia ainda mais
profunda comparando o dever do homem honrar a Deus com o do filho de honrar o
pai (Ml 1.6).
Há certo vínculo entre o quinto mandamento e os três primeiros pela
natureza desse relacionamento. O termo "a teu pai e a tua mãe" é
amplo: certamente diz respeito aos nossos genitores, àqueles que nos geraram,
mas não fica apenas nisso.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 79-80.
MÃE
Ver o artigo geral sobre a Família. A palavra hebraica correspondente é
’em; e no grego é meter. Naturalmente, tanto no Antigo quanto no Novo
Testamentos, «mãe» é uma palavra muito comum. Aparece cerca de duzentas e dez
vezes no Antigo Testamento e oitenta e duas vezes no Novo Testamento (começando
em Mat. 1:18 e terminando em Apo. 17:5).
Apesar de ser bem sabido que as mulheres, em geral, não ocupavam posição
muito proeminente na antiga cultura dos hebreus, pode-se dizer que a mãe, entre
eles, era mais honrada do que sucedia entre outras culturas da mesma época. Nos
casos de casamentos polígamos, a mãe de um filho era sempre a sua verdadeira
mãe; e as demais mulheres do complexo não eram chamadas assim por aquele filho.
Ver Gên. 43:29. É verdade que uma madrasta podia ser chamada de «mãe» (ver Gên.
37:10). Porém, uma madrasta geralmente era distinguida da verdadeira mãe, ao
ser chamada de «mulher» do pai. Entretanto, a palavra «mãe», como também as
palavras «pai», «filho», etc., eram usadas em um sentido muito amplo entre os
hebreus, podendo indicar qualquer antepassado do sexo feminino (ver Gên. 3:20 e
I Reis 15:10).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia.
Vol. 4. Editora Hagnos. pag. 20.
PAI, Significado
A palavra grega, pater, está relacionada à raiz que significa «nutridor»
ou «protetor». Porém, no uso comum, havia muitas aplicações do vocábulo, como
ao pai de uma pessoa, ao chefe de um clã ou nação, ao cabeça espiritual dos
mesmos, ou a um líder espiritual, ou a alguém que ajudava a outrem para
conseguir um significativo avanço espiritual, como o originador de alguma
organização, filosofia ou religião; e também era usado como titulo de honra e respeito,
incluindo os nomes Pai, Filho e Espírito Santo, da triunidade divina, ou então,
Deus como o Pai dos seres humanos e de outros seres inteligentes.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e
Filosofia. Vol. 5. Editora Hagnos. pag. 12.
Ml 1.6 Se eu sou Pai, onde está a minha honra? Aqui temos a acusação
formal de Yahweh contra os líderes religiosos do país. Por causa das muitas
iniquidades e corrupções (deles mesmos e do povo que os imitou), eles caíram
sob a maldição divina (Mal. 2.2). O Israel pós-exílico não prosperaria enquanto
tivesse tais homens na liderança. Aqueles ímpios desprezaram Yahweh e Sua lei,
rejeitando sua missão exaltada como sacerdotes. Eram os maiores infratores da
lei mosaica e o próprio padrão de perversidade. A ira divina os golpearia, Deus
era Pai, e eles, Seus filhos, mas violaram esse relacionamento exaltado.
Não somos capazes de entender a essência de Deus, mas podemos alcançar
algum conhecimento através de termos aplicados a Ele e da observação de Suas
operações no mundo. Podemos ver o amor de Deus expressando-se mesmo em meio ao
nosso mundo violento.
Uma Lição da África. Os missionários evangelizaram certa parte da África
e fundaram algumas igrejas. Certo membro, antes zeloso, parecia ter esfriado.
Um missionário perguntou a razão de sua aparente indiferença. Ele respondeu:
“O senhor nos informa que Deus é nosso Pai. Não preciso saber mais nada'.
Das relações entre os homens, a de pai-filho é a mais exaltada. Aqueles
religiosos tinham esquecido que Yahweh-Sabaote era Pai, e agiam como filhos do
diabo, desrespeitando sua missão sagrada e o amor de Deus-Pai.
Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa).
(Efésios 6.2)
Além de ser Pai, Yahweh era também Senhor, e todos os homens sábios
respeitam os senhores com autoridade sobre eles. A alusão é à escravidão. Os
senhores tinham poder absoluto sobre seus escravos, que não tinham vontade
própria. Os ímpios, que se revoltaram contra o Senhor, pagariam alto preço por
sua rebeldia. Yahweh-Sabaote (título divino usado 24 vezes neste livro; ver
Mal. 1.4) não olharia noutra direção, como eles pensaram em vão. Pelo
contrário, eles seriam chicoteados com aquelas 39 chicotadas que lhes tirariam
sua rebeldia e arrogância. Eles colocaram sua vontade contra a vontade divina,
um erro crasso e custoso.
Deus era Senhor, e eles, Seus escravos, mas eles não tinham respeito nem
receio do Senhor Celestial. Eram alegadamente homens religiosos, mas na verdade
ateus práticos. Em teoria honravam a Deus, mas na prática honravam o diabo.
Falavam de Deus em discursos eloquentes, mas viviam de forma esquálida.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3705-3706.
MALAQUIAS INICIA essa mensagem fazendo uma declaração indiscutível: “O
filho honra o pai e o servo ao seu Senhor” (1.6). Assim, ele conquista a
atenção dos sacerdotes antes de acusá-los. A primeira relação envolve afeição e
a segunda respeito. Mas os sacerdotes não demonstraram amor nem respeito a
Deus. Desde o início, Deus tratou Israel como um filho amado, tirando-o do
Egito, dando-lhe uma herança, proteção, revelação sobrenatural e missão
especial. Não obstante Israel ser o filho primogênito de Deus (Êx 4.22), ele
tornou-se um filho ingrato (Os 11.1) e rebelde (Is 1.2).
Malaquias, também, acusa Israel de uma ingratidão inegável. Como foi que
Israel retribuiu ao Senhor Seu amor gracioso? Do amor de Deus, o profeta
volta-se para a ingratidão do povo. Deus o tratou como filho, mas Israel não o
honrou como pai. Não houve honra nem respeito a Deus.
LOPES. Hernandes Dias. MALAQUIAS A Igreja no tribunal
de Deus. Editora Hagnos.
2. OS PAIS ESPIRITUAIS.
O mandamento se refere também aos pais espirituais. É como Eliseu se
dirigia ao profeta Elias: "Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus
cavaleiros!" (2 Rs 2.12). Isso aponta para um relacionamento íntimo entre
o profeta e o discípulo que justifica uma linguagem familiar. Era uma maneira
honrosa de tratar o mestre. O rei de Israel também se dirigiu ao profeta Eliseu
com as mesmas palavras (2 Rs 13.14). Era algo atípico para um rei; no entanto,
revela o reconhecimento por parte do rei Jeoás quanto à autoridade profética de
Eliseu, que se encontrava moribundo. O profeta representava uma segurança para
a nação. O relacionamento entre o rei e o profeta era de intimidade. Esse tipo
de relacionamento entre Elias e Eliseu é visto também no Novo Testamento, pois
Timóteo e Tito são reconhecidos também como filhos na fé do apóstolo Paulo (1
Tm 1.2; 2.1; Tt 1.4). Esses exemplos nos ensinam a amar, respeitar e honrar aqueles
a quem Deus constituiu autoridade espiritual sobre nossa vida.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 80.
Ele falou de Elias de forma muito honrável, mostrando o motivo de tanto
lamentar sua ausência.
Ele próprio tinha perdido o guia de sua mocidade: Meu pai, meu pai. Ele
viu sua própria condição como a da criança sem pai atirada ao mundo, e lamentou
isto da forma adequada. Quando Cristo deixou seus discípulos, não os deixou
órfãos (Jo 14.15), mas Elias teve que fazê-lo.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué
a Ester. Editora CPAD. pag. 549.
II Reis 2.12 — O termo pai neste versículo denota duas coisas: (1)
mentor espiritual. Assim o era Elias para Eliseu; (2) a grandeza da reputação
de Elias. Eliseu também é chamado de pai quando morre (2 Rs 13.14). Nessa
ocasião, isso foi um verdadeiro tributo a Elias. As ações seguintes de Eliseu
indicaram sua tristeza pela perda do seu mestre espiritual e amigo.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne
House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com
recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 598.
II Reis 2.12 Meu pai. Os discípulos dos profetas reconheciam o líder ou
grupo ao qual pertenciam como seu pai espiritual. Esse título a respeito para
uma pessoa de autoridade (Gn 45.8; Jz 17.10} foi .sadomais tarde para Fliseu
(6.21; 13.14).
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil.
pag. 477.
II Reis 2.12 Meu pai, mau pai. Esse título respeitoso
endereçado a uma pessoa de autoridade (Gn 45.8; Jz 17.10; Mt 23.9) seria
usado mais tarde com Eliseu (6.21; 13 14).
O profeta Malaquias declarou que Elias retomaria antes da vinda do
"Dia do SENHOR" (MI 4.5, nota). Elias prepararia o povo para o
ministério do Senhor (1.8, nota).
Bíblia de Estudo de Genebra. Editoras Cultura Cristã e Sociedade
Bíblica do Brasil. pag. 430.
Metáforas Espirituais e a Família
1. A Igreja é a casa espiritual de Deus (Efé. 2:19; Heb. 3:1-6).
2. A Igreja é a casa da fé (Gál. 6:10).
3. A salvação consiste na filiação e os filhos de Deus chegam a
participar da própria natureza de seu Pai celeste (Rom. 8:29; Col. 2:10; II
Ped. 1:4).
4. Como membros da família espiritual de Deus, somos herdeiros das
riquezas celestiais e espirituais (Rom. 8:15-17).
5. Ter Deus como pai significa que devemos buscar as suas perfeições
(Mat. 5:48), como membros da família divina e isso implica em muitas e grandes
responsabilidades morais e espirituais.
6. — Ter Deus como pai também significa que contamos com os seus
cuidados. Aquele que nota até a queda dos pardais, cuida de cada um de seus
filhos (Mat. 10:31). Ver também Mat. 6:8. O Pai sempre tem consciência de
nossas necessidades. Esse é o pensamento introdutório da oração do Pai Nosso,
no sexto capítulo de Mateus. Ver o artigo separado sobre a Paternidade de Deus.
7. Cristo é o Filho e o herdeiro da casa de Deus, e, através dele,
também somos filhos e ele é o Filho mais velho da casa de Deus (Gál. 3:23 —
4:7; Rom. 8:15-17).
8. Os crentes também são servos e mordomos na casa de Deus (I Cor. 9:17;
I Ped. 4:10).
9. Os laços matrimoniais envolvem elementos místicos, com a comunicação
de energias vitais, conforme presumimos. Assim, de algum modo misterioso, — os
cônjuges tornam-se uma só carne. Isso ilustra o mistério ainda maior da
comunhão que há entre Cristo e a sua Igreja, — que é chamada de sua noiva. Ver
Efé. 5:30 ss.
10. O trecho de Apo. 21:2,9 mostra-nos que a futura glória da Igreja
pode ser comparada a uma noiva que se prepara para seu noivo. Portanto, o
casamento pode ilustrar a união que vincula Cristo (o noivo) à Igreja (a sua
noiva).
11. Disciplina. Todos os filhos cometem erros; e os pais, em
determinadas ocasiões, precisam discipliná-los. Outro tanto ocorre na família
celestial. Os filhos legítimos estão sempre sujeitos à disciplina do Senhor.
Todavia, essa disciplina existe com a finalidade de beneficiar os filhos, e não
meramente de castigá-los. Esse princípio é apresentado em Heb. 12:5 ss. Creio
que esse princípio aplica-se a qualquer juízo divino. Pois, apesar dos juízos
de Deus parecerem severos (serão tão severos quanto for necessário), seu
propósito é beneficiar os julgados, mesmo no caso dos incrédulos. Certamente
isso fica entendido em I Pedro 4:6, onde vemos que o juízo produzirá certa
medida de vida espiritual; e o contexto (I Ped. 3:18 — 4:6, a descida de Cristo
ao hades) ensina-nos que estão em foco os desobedientes e não crentes. Ver o
artigo separado sobre o julgamento. Deus é o Pai de todos os seres vivos, e não
apenas dos seus eleitos. Logo, é natural esperarmos que o seu amor, expresso
por meio de julgamento, venha a aplicar-se a todos.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e
Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 682.
3. OS PAIS INTELECTUAIS.
O quinto mandamento se aplica também ao relacionamento secular, pois a
figura do governante se assemelha à de um pai. Débora se considera mãe de
Israel (Jz 5.7). O respeito e a honra se devem também a quem se destaca pelo
conhecimento em qualquer área. Embora Faraó fosse a maior autoridade no Egito,
ele honrou e respeitou um escravo hebreu simplesmente porque este tinha o
conhecimento da vontade de Deus: "senão Deus, que me tem posto por pai de
Faraó, e por senhor de toda a sua casa" (Gn 45.8). O rei do Egito nos dá o
exemplo mesmo séculos antes da promulgação da lei. Isso deve servir como
exemplo hoje nas igrejas. Esse respeito e essa consideração não se restringem
apenas aos membros da Igreja e a seu pastor, mas vale também entre os próprios
pares e companheiros de ministério. A hierarquia, portanto, é esta: Deus, os
pais e as autoridades eclesiásticas e civis.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 80-81.
"senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de
toda a sua casa" (Gn 45.8... me pôs por pai de Faraó.
Parece que temos aqui um título honorífico conferido ao
primeiro-ministro, pois seu trabalho, na realidade, era o de um pai, que
cuidava de todos os filhos ou súditos do reino, entre os quais Faraó era o
irmão mais velho. Os imperadores romanos chamavam de pais aos prefeitos do
pretório, segundo se vê nas missivas de Constantino a Ablávio. E os califas
davam a mesma alcunha aos seus primeiros-ministros” (Adam Clarke, in loc.).
José, no oficio de primeiro-ministro, combinava as funções de pai, senhor e
governador, tendo-se tomado a segunda maior autoridade do Egito.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 271.
Gn 45.8 pai de Faraó. Título pertencente a um vizir e que designava uma
pessoa que, não aparentada com Faraó, desempenhava uma valiosa função e ocupava
elevada posição, que no caso de José era "senhor em toda a terra do
Egito" (v. 9). Nessa época, reinava um Faraó novo e mais jovem, Senusert
III, c. 1878-1841 a. C.
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil.
pag. 78.
II. OBEDIÊNCIA
1. O VERBO HONRAR.
O quinto mandamento é construído de forma positiva: "Honra a teu
pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu
Deus, te dá" (Êx 20.12). O preceito começa com o verbo no imperativo
intensivo kabbêd, "honra", do verbo kãbêd, "ser pesado, rico,
honrado, glorioso". A construção intensiva hebraica traz a nuança de curvar-se
em honra ou respeito. A segunda parte esclarece e especifica o significado do
mandamento, que aparece de forma expandida em Deuteronômio: "Honra a teu
pai e a tua mãe, como o SENHOR, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os
teus dias e para que te vá bem na terra que te dá o SENHOR, teu Deus" (Dt
5.16).
A raiz do verbo kãbêd aparece em todas as línguas semíticas, com exceção
do aramaico. O significado é de "ser pesado", com o sentido figurado
de ser importante. O adjetivo derivado desse termo aparece duas vezes no Antigo
Testamento com sentido literal para designar o peso do sacerdote Eli e o peso
do cabelo de Absalão, filho de Davi (1 Sm 4.18; 2 Sm 14.26). A Septuaginta
traduz esse verbo por diversos termos gregos que não é possível enumerar aqui,
mas entre eles podem ser destacados doxazõ, "ser de opinião, pensar,
honrar, glorificar", e seus derivados; e timaõ, "dar valor a,
considerar digno, estimar, honrar, reverenciar", e seus derivados. Em
ambos os verbos e seus respectivos derivados, como doxa e timê,m
"glória" e "honra", o peso é figurado. Uma pessoa de peso
significava alguém honrado, digno, importante, respeitado (Nm 22.15). Esses
termos hebraico e grego lançam luz sobre a abrangência do quinto mandamento. A
Bíblia aplica-os a Deus (Sl 79.9; Is 40.5), que é "o rei da glória"
(Sl 24.7-10), mesmo título dado ao Senhor Jesus Cristo no Novo Testamento (1 Co
2.8).
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 78-79.
A Palavra e Seu Sentido Básico.
Honra é a consideração que o indivíduo merece receber, na forma de
dinheiro, de título, de recompensa de qualquer tipo, em forma verbal, material
ou espiritual. A honra envolve o respeito que é devido, que pode ser expresso
de muitos modos. No artigo referido acima, damos as definições verbais básicas
das palavras latinas, hebraicas e gregas envolvidas. Além dessas, há certas
palavras que não foram levadas em conta ali, mas que precisam ser consideradas
agora, a saber:
1. Doksa, «glória», «honra». Palavra usada por cento e cinquenta e sete
vezes, conforme se vê, por exemplo, em João 5:41,44; 8:54; II Cor. 6:8; Apo.
19:7.
2. Time, «honra». Palavra que aparece por trinta e duas vezes com esse
significado, conforme se vê, por exemplo, em João 4:44; Atos 28:10; Rom.
2:7,10; 9:21; 12:10; 13:7; Col. 2:23; I Tes. 4:4; Heb. 2:7,9; 3:3; 5:4; I Ped.
1:7; II Ped. 1:17; Apo. 4:9,11; 5:12,13; 19:1 e 21:24,26.
Honra envolve estima e recompensa. Pode ser prestada por meio de
palavras, dinheiro ou de ações. Somos convidados a honrar a Deus com nossas
possessões materiais (Pro. 3:9). Honramos ao próximo, e assim cumprimos a lei
do amor e honramos ao Pai de todas as almas, o qual se preocupa como o
bem-estar de todos. Nossa maior possessão é o dom da vida, que deve ser
utilizado no serviço e na adoração ao Senhor.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e
Filosofia. Vol. 3. Editora Hagnos. pag. 159-160.
HONRA - A honra é o alto respeito ou estima mostrada a uma outra pessoa
ou recebida dela, ou ainda uma demonstração de tal respeito. O conceito é
expresso figurativamente no AT por palavras que também são traduzidas como
beleza, majestade, talento, preciosidade, valor e glória. Os paralelos são
significativos: glória e honra (1 Cr 16.27; SI 8.5); glória e majestade (SI
21.5; 96.6; 104.1); honra e distinção (Et 6.3); dádivas, prêmios e
grandes honras (Dn 2.6); riquezas e glória (1 Rs 3.13). Dessa forma, o
conceito insere-se na adoração (q.v.), que é o reconhecimento do valor.
O próprio Deus merece toda a honra: o reconhecimento daquilo que Ele é,
e a atribuição do louvor que lhe é devido. Deus também pode fazer com que os
homens sejam reconhecidos pelos outros: "Deus deu riquezas, fazenda e
honra" (Ec 6.2). Ele ordenou que fosse mostrado respeito aos pais (Êx
20.12) e aos mais velhos (Lv 19.32). Uma esposa virtuosa merece a estima de seu
marido (Pv 31.25; 11.16; 1 Pe 3.7). Aqueles que honram a Deus serão por sua vez
honrados (1 Sm 2.30). O homem que persegue a justiça e a lealdade da aliança
encontrará a honra (Pv 21.21).
Uma sugestão para o motivo pelo qual Deus restaura a honra aos homens de
modo redentor é dada no Salmo 8.5: Deus fez o homem um pouco menor do que os
anjos. O homem mais representativo, o Senhor Jesus, coroado com glória e honra
por seu sofrimento de morte, traz a redenção e a glória final para os seus
redimidos (veja Hb 2.5-10). A honra, como um subproduto da sabedoria e da
piedade, é associada à vida no sentido de que só poderia encontrar seu
cumprimento em uma imortalidade abençoada (Pv 3.16; 8.18; 21.21; 22.4; cf. Rm
2.7,10). No NT grego, palavras significando valor e glória são traduzidos como
honra. Os valores éticos estão em perspectiva. A honra descreve de forma
majestosa a aprovação e a estima mútua entre o Pai e o Filho (2 Pe 1.17; Hb
2.9; Jo 8.49,54). A honra em glória redentora é concedida por Deus aos homens
(Rm 2.10; 1 Pe 1.7; Jo 12.26). Os homens e os anjos dão glória e honra a Deus
(1 Tm 1.17; Ap 4.9; 19.1) e a Cristo (Jo 5.23; Ap 5.12ss.). Os homens devem
buscar a honra ou a aprovação que vem de Deus ao invés da aprovação dos homens
(Jo 12.43). Entretanto, não devemos negar a honra que é devida aos outros (Rm
12.10): aos pais (Mt 15.4), às viúvas (1 Tm 5.3), aos mestres (1 Tm 6.1), e ao
rei (1 Pe 2.17). O casamento, também, deve ser honrado por todos (Hb 13.4).
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora
CPAD. pag. 936.
2. FILHO ADULTO.
Entrada na idade adulta.
O menino judeu era reconhecido como entrando na idade adulta aos treze
anos de idade, mas não se sabe quando essa prática começou. Na época do Novo
Testamento, o menino de treze anos se tornava um “filho da lei”. O relato sobre
Jesus ter sido deixado para trás no templo, mostra que Ele estava deixando a
infância (Lc 2.41-49). Essa foi a última vez em que Ele compareceu à uma
Páscoa como criança. Só depois dos treze anos o menino se qualificava para
tornar-se um dos dez homens que podiam formar uma sinagoga.
GOWER. Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Editora
CPAD. pag. 63.
O quinto mandamento da lei de Deus ordena os filhos a honrar os pais.
Este é o primeiro mandamento com promessa. Os filhos que honram os pais
recebem de Deus duas preciosas promessas: vida longa e prosperidade. O
contrário também é verdade: os filhos que desonram os pais encurtam seus dias
sobre a terra e fazem provisão para o desastre. Nenhum filho pode ter um
relacionamento certo com Deus se desonra pai e mãe. Os filhos honram os pais
quando os respeitam e os obedecem no temor de Deus; quando seguem seus
conselhos e pautam sua conduta pelos princípios cristãos aprendidos no lar;
quando buscam sábia orientação destes para suas decisões na vida; quando são
convertidos a eles e quando cuidam deles na velhice.
Um dos sinais de decadência da sociedade é a desobediência dos filhos
aos pais. A rebeldia é como o pecado da feitiçaria. Os filhos rebeldes são a
tristeza de seus pais, mas os filhos obedientes são o seu deleite. Filhos bem
aventurados são aqueles que honram pai e mãe. Honram pela obediência; honram
pelo amor desvelado; honram pelo cuidado protetor.
Vivemos hoje o drama de pais matando filhos e filhos assassinando os
pais. Há uma guerra dentro da família. Como disse Jesus, os inimigos do homem
são os da sua própria casa. A Palavra de Deus, porém, diz que os filhos que
honram pai e mãe recebem duas promessas especiais de Deus: vida longa e vida
feliz. A felicidade é resultado da obediência.
Nenhum filho pode ser feliz sendo um pesadelo para os pais. Nenhuma
filha pode construir sua felicidade com o cimento da rebeldia. Os filhos que
desobedecem os pais colhem infortúnio. Os filhos que desonram os pais colhem
tragédias. Muitos filhos encurtam seus dias porque seguem pela estrada
escorregadia da desobediência e se envolvem com amizades perniciosas e
frequentam lugares perigosos.
Muitos filhos se afundam no pântano do desespero e são o desgosto de
seus pais porque tapam os ouvidos para escutar os conselhos de seus pais.
Filhos obedientes são filhos felizes. Filhos que honram os pais são filhos que
dilatam seus dias na terra. A felicidade está no banquete da obediência e não
nos balcões da rebeldia.
LOPES. Hernandes Dias. Família, nosso maior tesouro.
3. A LUZ DA EXEGESE.
O mandamento de honrar pai e mãe não se restringe à infância e
adolescência. Em nenhum lugar, a Bíblia ensina ser essa ordem somente para esta
fase da vida. Quando o moço e a moça chegam à maioridade ou mesmo se casam,
seus pais continuam sendo seus pais, e os filhos devem honrá-los e respeitá-los
enquanto eles viverem. O apóstolo Paulo fala sobre a família e sobre a
submissão da mulher ao marido (Ef 5.22ss). Isso faz alguns pensarem que a
obediência dos filhos aos pais é um discurso dirigido apenas aos filhos
menores. Mas tal linha de pensamento não se sustenta nem no Antigo Testamento
nem no pensamento paulino aqui analisado. O texto traz o termo grego tekna,ss
"filhos", plural de teknon. A ideia é de "descendente imediato
ou direto de alguém, sem referência específica a sexo ou idade" (LOUW &
NIDA, 2013, p. 106). Das cinco ocorrências do termo em Efésios, o contexto
mostra que pelo menos três delas dizem respeito de forma inconfundível de
adultos: "filhos da ira" (2.3); "filhos amados" (5.1);
"filhos da luz" (5.8). Apenas uma delas sugere criança ou adolescente
(6.4). Em 6.1, o termo parece ambíguo, mas seria precipitação aplicar esse
ensino apenas a crianças e adolescentes. O verbo "obedecer" está na
voz ativa, mostrando que se trata de pessoas moralmente livres para assumirem
uma responsabilidade diante de Deus. Todas as pessoas vivem sob e sobre
autoridade; ninguém escapa dessa responsabilidade. Jesus disse: "Porque eu
desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me
enviou" (Jo 6.38). Se aquele que é a maior autoridade no céu e na terra faz
uma declaração como essa, o que não diremos nós?
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 62.
A palavra «...obedecei...», no original grego, é «upakouo», que quer
dizer «obedecer», «seguir», «estar sujeito a». Fica subentendido que aquilo que
aos filhos é ordenado, seja justo, moral, correto, visando o desenvolvimento
espiritual da criança, ou simplesmente apropriado para a vida e a conduta
diárias. Seu trecho paralelo, de Col. 3:20, acrescenta «em tudo». Mas tudo deve
estar sujeito à mesma condição de justiça, incluindo até mesmo questões
indiferentes, atinentes à vida diária, que não têm conteúdo «certo» ou
«errado». O pai da família deve assumir a «direção» do lar, tanto nas coisas
importantes como nas incidentais. Mas, ao assim fazer, o pai deve manter uma
atitude razoável, a fim de não alienar de si os seus filhos, satisfazendo os
desejos razoáveis dos filhos o tanto que lhe for possível, para que seja
reputado como gentil e cheio de consideração por eles, que dessa maneira o
amarão e respeitarão, sujeitando-se naturalmente à sua autoridade, não
querendo subjugá-los pelo temor ou pelo mero senso de obrigação.
Devemos notar que, em Rom. 1:30, a desobediência aos pais é nomeada entre
os pecados sérios dos povos pagãos, que são reprovados por Deus. E a própria
natureza nos ensina a conveniência dos mais jovens e menos experientes se
sujeitarem aos mais velhos, que já têm bastante experiência de vida, em suas
exigências e inúmeras situações. Outrossim, dos pais crentes se espera que
entendam as implicações espirituais da necessidade de obediência, para que
assim exerçam a devida autoridade sobre seus filhos.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 635.
Duas palavras resumem o dever dos filhos para com os pais: obediência e
honra. Quando Paulo escreveu essa carta aos efésios, estava em vigência no
Império Romano o regime do pater postestas. O pai tinha direito absoluto sobre
o filho: podia casá-lo, divorciá-lo, escravizá-lo, vendê-lo, rejeitá-lo,
prendê-lo e até mesmo matá-lo.
O dever dos filhos com os pais (6.1-3)
O apóstolo menciona três motivos que devem levar os filhos a ser
obedientes aos pais: a natureza, a lei e o evangelho:
Em primeiro lugar, a natureza (6.1). “Filhos, sede obedientes a vossos
pais no Senhor, pois isso é justo.” A obediência dos filhos aos pais é uma lei
da própria natureza; é o comportamento padrão de toda a sociedade. Os
moralistas pagãos, os filósofos estoicos, a cultura oriental (chineses,
japoneses e coreanos), as grandes religiões, como confucionismo, budismo e
islamismo, também defendem essa bandeira. Lloyd-Jones tem razão quando diz que
é algo antinatural os filhos desobedecerem aos pais. A desobediência aos pais é
um sinal de decadência moral da sociedade e um sinal do fim dos tempos (Rm
1.28-30; 2Tm 3.1-3).
Em segundo lugar, a lei (6.2,3). “Honra teu pai e tua mãe; este é o
primeiro mandamento com promessa, para que vivas bem e tenhas vida longa
sobre a terra.” Honrar é mais do que obedecer (Ex 20.12; Dt 5.16). Os filhos
não devem prestar só obediência aos pais, mas também devotar amor, respeito e
cuidado a eles. É possível obedecer sem honrar. O irmão do filho pródigo
obedecia ao pai, mas não o honrava. Há filhos que desamparam os pais na
velhice. Há filhos que trazem flores para o funeral dos pais, mas jamais os
presentearam com um botão de rosa enquanto estavam vivos.
Honrar pai e mãe é honrar a Deus (Lv 19.1-3). A desonra aos pais era um
pecado punido com a morte (Lv 20.9; Dt 21.18-21). Resistir a autoridade dos
pais é insurgir-se contra a autoridade do próprio Deus.
Honrar pai e mãe traz benefícios (6.2,3). A promessa consiste em
prosperidade e longevidade. No Antigo Testamento, as bênçãos eram terrenas e
temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento, nós somos abençoados com
toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Ef 1.3). O filho obediente
livra-se de grandes desgostos. Vejamos, por exemplo, algumas coisas que são importantes:
1) ouvir os pais — quantos desastres, casamentos errados, perdas, lágrimas e
mortes seriam evitados se os filhos escutassem os pais; 2) ter cuidado com as
seduções (Pv 1.10) — drogas, sexo, namoro, abandono da igreja e amigos. 3) o
evangelho (6.1): “Filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor” (grifo do
autor). Colossenses 3.20 fala que os filhos devem obedecer aos pais em tudo; já
Efésios 6.1 equilibra a ordem dizendo que devem obedecer no Senhor. O que Paulo
está ensinando? Os filhos devem obedecer aos pais porque eles são servos de
DEUS.
LOPES, Hernandes Dias. EFESIOS Igreja, A Noiva Gloriosa de
Cristo. Editora Hagnos. pag. 161-164.
1 Diferente do caso das mulheres, a exortação aos filhos (como também
aos escravos nos v. 5ss) é introduzida com o imperativo “obedecei”. Também essa
expressão remete a uma ordem à qual os interpelados devem se ajustar.
A desobediência a essa ordem é expressão do castigo divino e ao mesmo
tempo sinal do iminente fim dos tempos: “Nos últimos dias” serão “desobedientes
aos pais” (2Tm 3.2; Rm 1.30; cf. também Tt 1.6).
No entanto, também neste caso a exortação geral é inserida imediatamente
no horizonte da comunhão de Cristo, que envolve pais e filhos: “Obedecei a
vossos pais no Senhor.”
No texto paralelo de Cl 3.18-4.1 a ênfase nesse relacionamento singular
com o Senhor da igreja ocorre com freqüência e de maneira bastante similar:
“Submetei-vos… no Senhor” (Cl 3.18; cf. v. 20); “no temor do Senhor” (Cl 3.22);
“Fazei tudo no Senhor” (Cl 3.23); “Recebereis do Senhor a recompensa” (Cl
3.24); “Considerai que também vós tendes um Senhor no céu” (Cl 4.1). Isso
explicita que também a ordem para o relacionamento entre pais e filhos,
estabelecida na criação, não é anulada no âmbito da igreja cristã, sendo antes
colocada sob o governo do Cristo. Portanto, também aqui são combatidas todas as
distorções dessa ordem causadas pelo pecado.
Por um lado, a justificativa para a obediência aos pais é genérica:
“Porque isso é justo.” Via de regra Paulo utiliza o termo “justo” em oposição a
“pecador”: embora por natureza “ninguém seja justo, nem sequer um só” (Rm
3.10), todavia “o justo viverá por fé” (Rm 1.17). Apesar disso ele também usa o
termo “no sentido da justiça na vivência, que corresponde ao direito divino”.
2 A menção do quarto mandamento deixa claro que tal obediência é
concretamente exigida pela ordem de Deus. Ele é reproduzido textualmente da
versão da LXX para Êx 20.12. Contudo, a locução “na boa terra que o Senhor teu
Deus te dará” é abreviada para “na terra”. Dessa forma Paulo adapta a citação à
realidade dos leitores gentios cristãos: para eles a terra prometida Canaã foi
substituída pela “riqueza da glória de sua herança”, que está pronta no céu
(cf. Ef 1.18).
O sentido de “honrar pai e mãe” é elucidado por Jesus em Mt 15.3ss (par.
Mc 7.10ss): o cuidado com os pais necessitados é dever irrenunciável dos
filhos, que tampouco pode ser eliminado consagrando (korban) o dinheiro
disponível ao templo (i. é, a Deus). Por meio deste exemplo Jesus deixa claro
que a explicação que os escribas dão para esse mandamento na realidade visa
dissimular seu esvaziamento: em nome de uma suposta “finalidade” superior
(templo/Deus) contorna-se a dedicação aos pais concretamente demandada pelo
mandamento de Deus. Assim os supostos praticantes da lei revelam-se hipócritas.
Jesus também cita esse mandamento ao enumerar os mandamentos para o “jovem
rico” (Mt 19.19).
A relevância da instrução é sublinhada pelo adendo: “Esse é o primeiro
mandamento com promessa.” Depois da primeira parte dos Dez Mandamentos, que se
referem ao relacionamento do ser humano com Deus, a exigência de honrar pai e
mãe aparece em primeiro lugar na lista das regulamentações para a convivência.
Desse modo o cerne da sociedade, a família, é colocado debaixo da proteção do
mandamento divino. Por essa razão também o desprezo dessa exigência
(“desobediente aos pais”; cf. o exposto sobre o v. 1) aponta para a dissolução
escatológica da ordem divina e, consequentemente, para o iminente caos, ou
juízo. Em contrapartida, a obediência ao mandamento recebe uma promessa
especial.
Eberhard Hahn. Comentário Esperança Efésios. Editora
Evangélica Esperança.
III. SUSTENTO
1. CUIDADO.
Honrar pai e mãe é muito abrangente e envolve cuidar dos pais,
principalmente na velhice: "Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes
a tua mãe, quando vier a envelhecer” (Pv 23.22). O termo "filho meu",
frequentemente empregado em Provérbios, em geral se aponta para o
aconselhamento de um mestre a seus discípulos, mas aqui ambos são mencionados,
pai e mãe, referindo-se, portanto, aos pais naturais. O quinto mandamento vai
além do sustento dos pais na velhice. É dever dos filhos proteger os pais, a
sanção da lei é dura contra os que descumprem o quinto mandamento: "O que
ferir a seu pai ou a sua mãe certamente morrerá... E quem amaldiçoar a seu pai
ou a sua mãe certamente morrerá" (Êx 21.15, 17). O v. 15 fala sobre
violência física, e o v. 17, que é reiterado mais adiante de forma expandida
(Lv 20.9), vai além do desprezo e do abandono. Amaldiçoar aqui significa
depreciar e repudiar a autoridade dos pais. Além da agressão e do menosprezo em
relação aos progenitores, a lei estabelecia a pena capital para o filho
desobediente, o rebelde contumaz (Dt 21.18-21). Qualquer atitude de desonra era
um grave insulto, e a punição da lei era a mesma para ambos os casos: agressão
física e moral, violência e desrespeito. Por isso, a lei impõe respeito e honra
aos pais (Êx 20.12; Dt 5.16). Desonrar a pai e mãe é desonrar a Deus.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 63.
A vontade de Deus é que os filhos tenham uma alta estima pela sabedoria
e experiência de seus pais. Devem considerar que a sabedoria não se adquire na
escola, mas sim num longo aprendizado da vida. A experiência de errar e
acertar, meditar e avaliar, ganhar e perder vão formando uma base para conduzir
outros na vida.
Quando os filhos apreciam seus pais, é fácil respeitá-los e honrá-los. O
respeito brota de uma atitude interior de reconhecimento e apreço pela função
dos pais. Esse respeito se manifesta pelo trato cordial, amável, cuidadoso. O
contrário, ou seja, faltar com o respeito se manifesta por gestos e palavrões,
prepotência, altivez e desprezo. Isto é muito comum no mundo atual. Ao se
converter, o jovem terá que aprender como tratar seus pais. Será como que remar
contra a correnteza deste mundo e não se deixar influenciar pelos exemplos
negativos tão abundantes hoje em dia.
Muitos pais, quando atingem uma idade avançada, são abandonados e
considerados como algo pesado. Sobretudo quando ficam enfermos e precisam de
cuidados especiais. São deixados de lado, ignorados e muitos são levados aos
asilos para que morram. Isso é fruto da rebelião e do menosprezo.
Honrar os pais é o primeiro mandamento com promessa. Quem o fizer, pode
ter a segurança de que será próspero e terá longa vida (1Tm 5.4,8; Lv 19.32).
Honrar é um ato de amor, por exemplo: dizer a eles o quanto são
importantes, falar deles a outros, presenteá-los fora das datas especiais,
passar tempo com eles e conversar sobre o que eles gostam, etc.
A Família - Série de Conselhos de Deus. (https://palavrasdecristo.wordpress.com/tag/serie-conselho-de-deus/)
2. OFERTA CORBÃ.
«Corbã» simplesmente significa «oferta»; mas, neste caso, alude a algo
dedicado a propósitos religiosos, como o templo. Jesus frisa que eles, com uma
piedade fingida, tinham descoberto um meio de desobedecer ao
quinto mandamento. Isso é bastante comum. Muitas pessoas acham conveniente
ignorar princípios espirituais encastoados em passagens bíblicas claras,
mediante algum «caso especial» ou «necessidade pessoal», o que, para eles,
transcende a claros ensinamentos espirituais. Essa tradição de
«Corbã» proferida sobre uma oferta, era tão forte que quem fazia tal voto
era proibido de usar tal coisa, qualquer que fosse, com outras
finalidades. No entanto, tinham descoberto um modo de evitar isso, tomando
vagos os seus votos, a fim de que pudessem interpretá-los como bem
quisessem.
A má intenção resulta no feito perverso. A mãe do indivíduo passa fome,
os credores roubam-lhe sua propriedade, o filho retém o dinheiro,
enganando tanto sua mãe quanto o templo; e tudo isso é possibilitado por
uma tradição humana que fora elevada à posição de verdade divina. Mas
desde o começo era péssima tradição. Mesmo que aquele filho desse uma
dádiva ao templo, devido às circunstâncias, o que poderia ser digno de
encômios torna-se um ato vergonhoso. Esse princípio pode ser lato bastante
para servir de cautela aos ministros, para que cuidem de seus familiares e
não negligenciem aos mesmos devido ao trabalho religioso em que se acham,
sacrificando tudo pelo trabalho.
Sem duvida os ministros deveriam buscar um equilíbrio apropriado em tomo
da questão. E é óbvio que o «principio» exarado no texto, mesmo que
não seja o problema em foco, muito tem a ver com responsabilidade dos pais
para com seus filhos. Pensemos nos missionários que permitem que seus
filhos sejam criados por outros, a fim de que não se ocupem com os cuidados de
uma família. Essa prática, apesar de ter algum senso prático —está longe
de ter «senso espiritual». Não é mal maior negligenciar a própria mãe do
que negligenciar um filho ou uma filha. Pois três coisas um pai deve a
seus filhos; exemplo, exemplo, exemplo. Como pode um pai dar exemplo á um
filho ausente?
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag. 718.
Eles rejeitaram jeitosamente o preceito de Deus (7.9-12). Os escribas e
fariseus chegaram a ponto de anular e invalidar um preceito infalível de Deus
para confirmar sua tradição fraca e miserável. Jesus fala sobre o arranjo
jeitoso que os rabinos fizeram para deturpar o quinto mandamento e liberar os
filhos avarentos da responsabilidade de cuidarem de seus pais na velhice. Esses
líderes proclamavam amar a Deus, mas não tinham amor pelos pais. O mandamento
para honrar pai e mãe está fartamente documentado nas Escrituras. Honrar pai e
mãe é mais do que simplesmente obedecer-lhes. O que realmente importa é a
atitude interior do filho em relação aos seus pais. Essa atitude é o que, na
verdade, produz honra. Toda obediência interesseira e relutante, ou produzida
pelo terror é, descartada. Honra implica amor e alta consideração.
Como os escribas e fariseus anularam esse preceito bíblico? Pela errada
aplicação da lei de Corbã. Quando um filho mau tinha a intenção de desamparar
pai e mãe, sonegando a eles a assistência devida, dizia a eles que não poderia
ajudá-los, porque havia dedicado esses recursos financeiros como oferta ao
Senhor. Dessa maneira, ficavam “legalmente” isentos de socorrer os pais e não
necessariamente, dedicavam essas ofertas a Deus. O filho que declarava: É
Corbã, poderia, simplesmente, conservar o dom para seu próprio uso. Ernesto
Trenchard coloca essa questão como segue:
A palavra Corbã quer dizer “dedicado a Deus”, e se empregava quando um
homem queria dedicar seus bens à tesouraria do Templo. Contudo, por um acordo
com os sacerdotes israelitas, podia “dedicar” seu dinheiro ou sua propriedade
ao Templo, ao mesmo tempo, em que os desfrutava durante a sua vida, deixando-os
como um legado a serviço do Templo. Caso esse homem, segundo a santa obrigação
natural e legal, tivesse o dever de manter os pais idosos ou enfermos, os
mesmos sacerdotes lhe impediam de ajudá-los com esses fundos que eram “Corbã”,
para não subtrair o legado do Templo. Esse caso suscitou a justa indignação do
Senhor, pois por um ímpio subterfúgio, e sob uma aparência de piedade, se
violava um dos principais mandamentos de Deus.
LOPES. Hernandes Dias. Marcos O Evangelho dos milagres. Editora
Hagnos.
E fácil deduzir que é dever dos filhos, se os pais são pobres,
ajudá-los, conforme a sua capacidade; e se os filhos que maldizem os seus pais
merecem a morte, muito mais a merecem aqueles que não os sustentam. Se alguém
estivesse de acordo com todos os pontos da tradição dos anciãos, eles
descobririam um expediente pelo qual ele poderia ser liberado dessa obrigação
(v. 11). Se os pais estivessem em necessidade, e o filho tivesse os recursos
necessários para ajudá-los, mas não tivesse a intenção de fazer isso, ele
poderia jurar pelo Corbã, ou seja, pelo “ouro do templo”, e pela “oferta que
está sobre o altar”, e assim os seus pais não seriam beneficiados por ele; esse
filho não os ajudaria. E, se eles lhe pedissem qualquer coisa, bastava que ele
lhes respondesse isso, e seria suficiente.
Como se pela obrigação desse juramento iníquo alguém pudesse se liberar
da obrigação imposta pela santa lei de Deus. Observe a interpretação do Dr.
Hammond: Um antigo cânone dos rabinos diz que os juramentos devem acontecer com
referência a coisas ordenadas pela lei, e também a coisas indiferentes, para
que, se alguém fizer um juramento (ou um voto) que não possa ser ratificado sem
infringir um mandamento, o juramento seja ratificado, e o mandamento violado.
Esta opinião está de acordo com a interpretação do Dr. Whitby. Os papistas
ensinam uma doutrina como essa, isentando os filhos de qualquer obrigação para
com os seus pais, por meio dos seus juramentos (ou votos) monásticos, e da sua
admissão à religião, como eles os chamam. O Senhor Jesus conclui: “E muitas
coisas fazeis semelhantes a estas”.
Onde os homens irão parar, quando tiverem feito com que a Palavra de
Deus dê lugar às suas tradições? Esses que avidamente impunham tais cerimônias,
no início somente menosprezavam os mandamentos de Deus em comparação com as
suas tradições; mas, posteriormente, anulavam os mandamentos de Deus, se estes
entrassem em conflito com as suas tradições. Tudo isso, na verdade, Isaías
tinha profetizado; aquilo que ele dizia sobre os hipócritas na sua época,
aplicava-se também aos escribas e fariseus (v. 6). Observe que quando vemos
a iniquidade dos tempos atuais, e reclamamos dela, se dissermos
que os dias passados foram melhores do que estes, estaremos mostrando que não
investigamos esse assunto mais a fundo (Ec 7.10). O pior dos hipócritas e malfeitores
já teve os seus predecessores.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS
A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 441.
3. ENSINO DE JESUS.
JESUS CONTRASTA aqui as práticas humanas errôneas com a milenarmente
honrada Palavra de Deus. Há quem professe honrar a essa Palavra acima de tudo,
mas vive repleto de falhas morais perversas, que destroem o sentido espiritual
das Escrituras.
«À tradução de Goodspeed sobre essas palavras é muito sugestiva e
embaraçosa; ‘Anulais o que Deus disse pelo que transmitistes'. Levanta a
questão; Qual é vosso ato privativo de anulação? Que porção da Palavra de Deus
apagais e deixais sem efeito? Podemos dizer que nunca fizemos tal coisa? As de
nós anulam as palavras de Jesus: ‘perdoai setenta vezes sete’. Nesse ponto o
‘galileu é grande demais para nossos minúsculos corações'. Além de inflexíveis
e vingativos, achamos que essas palavras são desconcertantes. ‘Invalidais’,
disse Jesus. ‘Tomai a cruz e segui-me’ (Marc. 8:34). Mas é dificílimo tomar
uma cruz. Isso estraga nossa carreira ansiosa, desimpedida através da vida».
(Luccock, in loc.).
NOTEMOS como Jesus lança as Escrituras contra sua interpretação
farisaica. Esse tipo de contraste, se for honestamente empregado, além de
servir de estudo informativo, poderia melhorar nosso conhecimento e nossas
ações, livrando-nos de certos dogmas que se baseiam somente sobre as tradições
humanas.
O «etc.» de Jesus —muitas outras cousas semelhantes—, no fim
deste versículo, envolve a todos nós, e não meramente aqueles
fingidos religiosos. O seu «etc.» foi uma frase «retórico redundante... que
expressa desprezo». (Bruce, in loc.). Essas são as «muitas coisas semelhantes»
em que os modernos religiosos se envolvem. Todo aquele que segue os dogmas de
qualquer denominação certamente se vê envolvido nessas coisas.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 1. pag. 719.
Eles invalidaram a Palavra de Deus (7.13). Os escribas e fariseus
estavam não apenas ignorando, mas também invalidando a Palavra de Deus. Eles
estavam retirando a autoridade divina do quinto mandamento. De outro lado,
estavam colocando em seu lugar uma tradição injusta e iníqua. Jesus deixa claro
que a oferta de Corbã era apenas um exemplo dos muitos desvios desses falsos
mestres.
O grande pilar da ortodoxia evangélica é a verdade de que a Palavra de
Deus é nossa única regra de fé e prática. Esse marco tem sido removido ainda
hoje. Preceitos de homens têm sido colocados no lugar da bendita Palavra de
Deus.
LOPES. Hernandes Dias. Marcos O Evangelho dos milagres. Editora
Hagnos.
Mc 7.13 Pela terceira e última vez (v. 8,9,13) Jesus pronuncia uma
acusação fulminante contra aqueles que se consideravam guardiães da Torá e se
tinham colocado como juízes dele: invalidando a palavra de Deus pela vossa
própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas
semelhantes. Na passagem paralela de Mt 15.13s, Jesus nega diretamente que a
motivação deles tenha qualquer origem divina. Por isso Deus haveria de
exterminá-los. A seus discípulos ele ordena que se separem radicalmente deles.
No fundo da cena pode-se ver a figura do tentador para a apostasia de Dn 7.15,
cuja principal característica é a anulação dos mandamentos de Deus. Emoção
semelhante, à beira da explosão, constatamos no missionário Paulo quando
encontra tendências judaizantes nas igrejas (Gl 1.6-9; 2.5,14; 3.1; 4.16-20; Fp
3.2). Legalismo e missões combinam como fogo e água.
Adolf Pohl. Comentário Esperança Evangelho de Marcos. Editora
Evangélica Esperança.
Mc 7.13 O voto Corbã colocava efetivamente a tradição acima da Palavra
de Deus. Ser capaz de se isentar de um dos mandamentos de Deus, adotando um
voto humano, significava que os fariseus estavam invalidando a Palavra de Deus.
Jesus acrescentou que os fariseus faziam muitas e muitas coisas como
essa. E esse era apenas um exemplo da premeditada mesquinhez desses líderes
religiosos que se colocavam acima de todas as pessoas, mas que, de fato,
destruíam as leis que tinham tanto orgulho de parecer obedecer. Nesse exemplo,
Jesus deixou claro a esses líderes religiosos hipócritas que a lei de Deus, e
não a tradição oral, deveria ser a verdadeira autoridade na vida das pessoas.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD.
Vol. 1. pag. 234.
IV. ENTRE A LEI E A GRAÇA
1. AUTORIDADE DOS PAIS.
Calvino e outros colocam este mandamento na segunda tábua, se referindo
aos mandamentos horizontais de relacionamento entre os seres humanos. Os judeus
colocam o quinto mandamento como dever do homem para com Deus. Os mandamentos
de caráter vertical, do compromisso do israelita com Deus, de amar a Deus acima
de todas as coisas, de acordo com o ensino de Jesus, são teológicos e estão
registrados na primeira tábua; os outros são de caráter horizontal, são
preceitos éticos que constam da segunda tábua, resumidos no segundo mandamento
de amar o próximo como a si mesmo. Esta é a interpretação judaica. Esta linha
de pensamento mostra a relevância de honrar os pais, os quais são
representantes de Deus. Honrar pai e mãe ocupa um lugar de elevada consideração
na lei porque a autoridade deles foi delegada por Deus. Desobedecer a eles,
portanto, é desobedecer a Deus, pois eles estão investidos de autoridade sobre
a vida e receberam a responsabilidade do bem-estar dos filhos.
O apóstolo Paulo ensina obedecer aos pais e explica, "porque isto é
justo" (Ef 6.1). Ele está falando a respeito de uma lei natural que existe
desde o princípio do mundo. Deus já havia colocado a sua lei no coração de
todos os homens, mesmo antes de se revelar a Moisés no Sinai (Rm 1.19; 2.14,
15). Essa prática existe em todas as civilizações antes e depois de Moisés.
Todos esses povos já reconheciam a importância de obedecer e respeitar aos pais
como fundamento para uma sociedade estável. Sua inobservância sinaliza a
decadência da estrutura social. Infelizmente, o que se vê na atualidade é
inversão desses valores; os pais estão perdendo o direito de opinar e decidir
sobre a vida dos filhos adolescentes por imposição até do Estado.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 81.
1. A obediência dos filhos a seus pais é algo moralmente justo, porque
segue a ordenança divina.
2. Tal obediência também é socialmente correta, por refletir um arranjo
conveniente e correto na sociedade humana.
3. Também é beneficentemente correta, devido aos seus bons resultados.
4. Também é biblicamente correta, pois concorda tanto com o Antigo como
com o Novo Testamentos, em suas respectivas revelações.
5. Também é legalmente correta, pois foi ordenada nas Escrituras
Sagradas, escritas por inspiração divina.
6. Também é naturalmente correta, pois segue as leis naturais.
7. Essa obediência dos filhos a seus pais é justa de acordo com os
ditames do bom senso, porquanto é óbvio que uma pessoa mais velha, de forma
geral, sabe o que deve ser feito nesta ou naquela oportunidade, do que os
jovens inexperientes.
8. Portanto, tal obediência também é racionalmente correta, isto é,
apropriada para as relações entre pais e filhos, pois seria uma monstruosidade
se os filhos ditassem as ordens e seus pais as obedecessem.
9. Finalmente, a obediência dos filhos a seus pais é humanamente
correta, pois todas as culturas humanas reconhecem quão prudente é que assim
seja.
É interessante que vários intérpretes argumentam, com base neste
versículo, em favor do «batismo infantil» ou do «batismo de crianças», supondo
que a obediência exigida deve ser efetuada dentro das relações cristãs, e pensando
que somente o batismo em água pode levar a criança, a tal relação. Mas isso
reflete uma maneira absurda de caçar textos do N.T. em favor de alguma prática,
boa ou má, mas que não conta com qualquer apoio dogmático da parte do novo
pacto.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 636.
E da mesma forma que aquele relacionamento começou com a chamada à
submissão, aqui também os filhos são chamados: obedecei a vossos pais. Tanto aqui
como em Colossenses 3:20 a “honra” do primeiro mandamento recebe a orientação
especifica de obediência. Então, no modo típico desta epístola, o apóstolo
acrescenta a expressão no Senhor. A epístola aos Colossenses pode ajudar a
interpretar esta passagem quando diz que o fato de os filhos obedecerem aos
pais “é grato diante do Senhor”. (RV) . Mesmo uma criança em sua simplicidade
pode saber o que significa amar no Senhor e obedecer por Sua causa. Então a
razão dada para a obediência choca por sua austeridade: pois isto é justo.
Talvez seu pensamento seja o de que isso é aceito como correto em cada
sociedade; é certo segundo a lei do Antigo Testamento; está de acordo com o
exemplo do próprio Cristo (Lc 2:51). Ou pode ser que a forma de sua expressão
tivesse o objetivo de lembrar que em algumas coisas as crianças devem aceitar e
obedecer antes de poderem compreender todas as razões.
Francis Foulkes. Efésios Introdução e comentário. Editora
Vida Nova. pag. 134-135.
O apóstolo presume que entre aqueles que estarão ouvindo a leitura desta
carta nas várias congregações se incluem as crianças. Elas integram o pacto de
Deus (Gn 17.7; At 2.38,39), e Jesus as ama (Mc 10.13-16). Se Paulo estivesse
conosco hoje, sem dúvida que ficaria estupefato ante o espetáculo de crianças
que assistem à Escola Bíblica Dominical hoje. Ele tem uma mensagem direta e
especialmente dirigida às crianças. A implicação é evidente, ou seja, que
também os sermões de hoje devem ser de tal natureza que mesmo as crianças
possam entendê-los e receber deles alegria, ao menos em certo grau, segundo sua
idade, etc., e em certas ocasiões o pastor deve dirigir sua atenção
especialmente para elas. A mensagem do apóstolo às crianças é que elas devem
obedecer a seus pais. Além disso, essa obediência deve fluir não só do
sentimento de amor, gratidão e estima por seus pais, embora essas motivações
sejam muito importantes, mas também, e especialmente, da reverência devida ao
Senhor Jesus Cristo. Paulo diz que essa obediência deve ser no Senhor, e
acresce: porque esta obediência é justa. A atitude correta do filho ao obedecer
a seus pais deve ser, portanto, esta: Devo obedecer a meus pais porque o Senhor
me ordena que assim o faça. O que ele diz é justo pela simples razão de ser ele
quem o diz! É ele quem determina o que é justo e o que é injusto. Por isso,
quando desobedeço a meus pais, estou desobedecendo e contrariando a Deus mesmo.
É verdade que, quando Deus – ou, se se preferir, Cristo – dá esta ordem, ele
está exibindo sua sabedoria e amor. Por uma mercê de Deus, esses filhos devem
sua própria existência a seus pais. Além do mais, os pais, por sua vez, têm
mais ideais, mais experiência, sabem mais, e por via de regra são mais sábios.
Por outro lado, dadas as condições normais, até o tempo do matrimônio, ninguém
ama a esses filhos com mais ternura do que seus pais. E mesmo depois que a
relação pais-filhos tenha sido substituída (em certo sentido) pelos laços mais
íntimos de esposo/esposa, os pais, se ainda vivem, continuam a amar seus filhos
não menos que antes.
HENDRIKSEN. William. Exposição De Efésios. Editora
Cultura Cristã. pag. 306-307.
2. O SISTEMA MOSAICO.
Os quatro primeiros mandamentos da lei mosaica tratam dos deveres do
homem para com Deus. Os últimos seis, tratam dos relacionamentos humanos. Por isso
mesmo, as tábuas do testemunho, onde tinham sido inscritos os mandamentos, eram
duas. Essas duas tábuas da lei incorporavam todas as atitudes apropriadas aos
seres humanos.
Honrar aos próprios progenitores não somente é uma forma de piedade do
mais alto calibre, como também é uma regra social de suprema importância, pois
os conflitos domésticos naturalmente têm reflexos sobre a sociedade como um
todo. Visto que os pais atuam como representantes de Deus, ocupando o lugar de
Deus no seio da família, este quinto mandamento, na realidade, é uma aplicação
dos dois primeiros mandamentos. Assim, honrar a Yahweh implica em honrar aos
pais. A solidariedade familiar jamais poderá tomar-se um fato nos lugares onde
houver filhos desobedientes, que tentem impingir sua voluntariedade às expensas
dos pais. Dentro do contexto hebreu, honrar os próprios pais era uma parte
vital da existência, tão vital quanto a respiração. Um filho que ousasse ferir
seus pais sofria a pena de morte (Êxo. 21.15). Idêntico castigo cabia a quem
amaldiçoasse qualquer de seus pais (Êxo. 21.17). Somente os zombadores
insensatos rejeitariam esse princípio de respeito pelos próprios pais, e o fim
deles é triste (Pro. 30.17).
Paulo reitera esse mandamento em Efésios 6.1-3. Todavia, o apóstolo também
frisou sabiamente a responsabilidade dos pais para com seus filhos (vs. 4). E
lembrou que o quinto mandamento é o primeiro mandamento que envolve uma
promessa, ou seja, que os filhos obedientes serão abençoados com uma vida longa
e feliz (Efé. 6.3). Nesse ponto, Paulo citou o trecho de Deuteronômio 5.16. A
punição capital era imposta no caso de quatro crimes, mencionados em Êxo.
21.12-17. Entre esses queremos destacar aqui a quebra do sexto mandamento (o
homicídio; Êxo. 21.12,14) e a quebra do quinto mandamento (os abusos contra os
pais; Êxo. 21.17).
Entre certas tribos indígenas do Rio Negro, no estado do Amazonas,
Brasil, somente dois atos são tidos como aquilo que chamamos de pecados, ou
seja, atos errados: abusar de qualquer modo da própria mãe e furtar. Entre
eles, esses atos são considerados piores do que o homicídio, o qual, entre
eles, é tão comum que deixou de ser censurado. Assim sendo, o código de ética
daqueles indígenas incorpora somente o quinto e o oitavo mandamentos do
decálogo mosaico.
Aristóteles pensava que as relações entre filho e progenitor são
análogas àquelas que existem entre o homem e Deus (Ethics, Nic.
vii.12 par.5). O confucionismo alicerça toda a sua moralidade sobre as relações
entre pais e filhos. Os egípcios enfatizavam a questão a ponto de ameaçarem a
uma má vida pós-túmulo aos filhos que fossem desobedientes a seus pais (apud
Lenormant, Histoire Ancienne, vs. 1, pág. 343 s.).
Interessante é notar que se os egípcios prometiam uma boa vida
pós-túmulo aos filhos obedientes, o código mosaico só prometia uma boa vida
neste mundo, uma vida longa e abençoada, mas nenhuma promessa de vida
pós-túmulo, o que é típico no Pentateuco. Se existem alguns indícios sobre uma
vida para além da morte biológica (como na doutrina do homem como partícipe da
imagem divina; Gên. 1.26,27), essa doutrina só passou a ser destacada
formalmente, no Antigo Testamento, nos Salmos e nos Profetas.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado
versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 392.
Na verdade, esse mandamento diz: “Honra teu pai e tua mãe” (Êx 20.12). O
verbo honrar (hebraico, kabbêct) tem o sentido literal de “ver com intensidade,
ou seja, intensa autoridade e responsabilidade e, portanto, digno de máximo
respeito”. Portanto, a atitude do indivíduo em relação aos pais não devia ser
de fidalga indiferença, isso para não mencionar a atitude de zombaria e de
insubordinação. Na hierarquia da criação, eles representavam a autoridade
divina, assim, deviam ser reverenciados como se o Senhor fosse avaliado pela
atitude deles. Como isso devia ser realizado na vida diária fica para ser visto
junto com suas implicações para a vida contemporânea à parte da estrutura
teocrática do Antigo Testamento.
Eugene H. Merrill. Teologia do Antigo Testamento. Editora
Shedd Publicações. pag. 334.
12. Honra a teu pai e a tua mãe. Tal como o versículo 8, este é um
mandamento categórico formulado positivamente. O mesmo princípio sob outra
forma pode ser encontrado em 21:15,17: “ Quem ferir/amaldiçoar seu pai ou sua
mãe, será morto” . Este é chamado “ o primeiro mandamento com promessa” (Ef
6:2), e assim o é, no sentido mais estrito da palavra, embora o versículo 6,
onde Deus demonstra “ o amor da aliança” aos que O amem e obedeçam, também seja
virtualmente uma promessa. A promessa divina, contudo, é mais clara aqui,
produzindo seus resultados na sociedade. Os que constroem uma sociedade na qual
a velhice ocupa lugar de honra podem esperar confiantemente desfrutar do mesmo
lugar algum dia. Tal doutrina não é muito popular em nossos dias, quando a
juventude é adorada, e a velhice temida ou desprezada. O resultado é a loucura
que leva homens e mulheres a lutarem por permanecer eternamente jovens, e
acabar descobrindo ser isso impossível. Este mandamento é parte da atitude
geral para com a Velhice em Israel (como símbolo e, idealmente, personificação
da sabedoria prática da vida), elogiada em todo o Velho Testamento (Lv 19:32),
e encontrada em muitos outros povos antigos, notavelmente entre os chineses.
Não se pode precisar se o mandamento está relacionado à ideia de que
sendo a vida sagrada e dom de Deus, os doadores humanos da vida devem ser
tratados com respeito: talvez um israelita não analisasse o mandamento deste
modo.
Para que se prolonguem os teus dias. Às vezes, indivíduos supersensíveis
questionam a validade de uma promessa ligada a um mandamento. O hebraico,
entretanto, não implica necessariamente em que a bênção prometida seja nosso
motivo para obedecer o mandamento, ao passo que assegura definitivamente qual seja
o resultado de tal obediência.
Outros questionam a natureza material da promessa. Em dias do Velho
Testamento, todavia, as promessas divinas eram normalmente formuladas em termos
materiais, compreensíveis para aqueles que, por assim dizer, ainda estavam no
jardim-de-infância de Deus. Para aqueles que, até àquela altura, não tinham
conhecimento definido de uma vida futura, “ dias prolongados” significavam
possibilidade de continuada comunhão com Deus, e eram por isso muito
importantes. Por outro lado, alguns consideram esta promessa como um seguro de
propriedade da terra que Deus lhes daria: isto, por sua vez, traria glória a
Deus, por demonstrar Sua fidelidade às Suas promessas. Nós, com revelação mais
completa, podemos “ espiritualizar” tal promessa sem esvaziá-la de seu
conteúdo. Este mandamento é o ponto em que a atenção é desviada do
relacionamento para com Deus e se concentra no relacionamento com a comunidade
que Ele criou. Assim, o conteúdo total dos dez mandamentos pode ser resumido em
duas “ palavras” , não uma apenas: amor a Deus e amor ao nosso próximo (Dt 6:5;
Lv 19:18). Mais uma vez, não há contradição: a realidade de nosso amor
declarado a Deus é demonstrada pela realidade de nosso amor expresso para com
nossos semelhantes (Jr 22:16).
R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora
Vida Nova. pag. 152-153.
3. ADAPTADO SOB A GRAÇA.
Nós vivemos essas coisas como resultado da nossa nova vida em Cristo e
não por coerção da lei, que condena à morte os filhos rebeldes (Êx 21.15,17; Lv
20.9; Dt 21.18-21). O cristão está debaixo da graça e é guiado pelo Espírito
Santo para as boas obras que "Deus preparou para que andássemos
nelas" (Ef 2.10). Cabe a cada um de nós não desperdiçarmos o privilégio e
a oportunidade de honrar pai e mãe para não perdermos as bênçãos de Deus.
Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos
para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 85.
Ef 6.2,3 Paulo acrescentou a autoridade da lei revelada à lei natural
descrita em 6.1, citando o quinto mandamento, registrado em Exodo 20.12: Honra
a teu pai e a tua mâe. Obedecer e honrar são coisas diferentes. Obedecer
significa fazer aquilo que o outro diz para fazer; honrar significa respeitar e
amar.
Os filhos devem obedecer enquanto estiverem sob os cuidados de seus
pais, mas devem honrá-los por toda vida. Este é o primeiro mandamento com
promessa, a promessa de uma vida longa, cheia de bênçãos. De que modo este é
realmente o primeiro mandamento que tem uma promessa? Alguns pensam que ele não
é, nem o primeiro mandamento, nem o primeiro com uma promessa, pois o segundo
mandamento contém uma promessa. Os comentaristas oferecem muitas explicações.
Duas delas são muito úteis: (1) Este é o primeiro mandamento (após os primeiros
quatro, que são mandamentos gerais) que trata de envolvimentos sociais e normas
comportamentais. (2) Mais provavelmente, este é o primeiro mandamento básico
destinado aos filhos, e contém uma promessa que se aplica a eles. Quando os
filhos obedecem o mandamento de honrar os seus pais, demonstram uma atitude de
amor e respeito e a levam para o seu relacionamento com Deus. Tal atitude cria
uma comunidade que sustenta e protege os mais velhos. Em nível individual,
quando cada pessoa cuida dos mais velhos, estes vivem mais, e os mais jovens
ajudam a transmitir esses valores para a próxima geração.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD.
Vol. 2. pag. 350.
Ef 6.2 A menção do quarto mandamento deixa claro que tal obediência é
concretamente exigida pela ordem de Deus. Ele é reproduzido textualmente da
versão da LXX para Êx 20.12. Contudo, a locução “na boa terra que o Senhor teu
Deus te dará” é abreviada para “na terra”. Dessa forma Paulo adapta a citação à
realidade dos leitores gentios cristãos: para eles a terra prometida Canaã foi
substituída pela “riqueza da glória de sua herança”, que está pronta no céu
(cf. Ef 1.18).
O sentido de “honrar pai e mãe” é elucidado por Jesus em Mt 15.3ss (par.
Mc 7.10ss): o cuidado com os pais necessitados é dever irrenunciável dos
filhos, que tampouco pode ser eliminado consagrando (korban) o dinheiro
disponível ao templo (i. é, a Deus). Por meio deste exemplo Jesus deixa claro
que a explicação que os escribas dão para esse mandamento na realidade visa
dissimular seu esvaziamento: em nome de uma suposta “finalidade” superior
(templo/Deus) contorna-se a dedicação aos pais concretamente demandada pelo
mandamento de Deus. Assim os supostos praticantes da lei revelam-se hipócritas.
Jesus também cita esse mandamento ao enumerar os mandamentos para o “jovem
rico” (Mt 19.19; par.).
A relevância da instrução é sublinhada pelo adendo: “Esse é o primeiro
mandamento com promessa.” Depois da primeira parte dos Dez Mandamentos, que se
referem ao relacionamento do ser humano com Deus, a exigência de honrar pai e
mãe aparece em primeiro lugar na lista das regulamentações para a convivência.
Desse modo o cerne da sociedade, a família, é colocado debaixo da proteção do
mandamento divino. Por essa razão também o desprezo dessa exigência
(“desobediente aos pais”; cf. o exposto sobre o v. 1) aponta para a dissolução
escatológica da ordem divina e, conseqüentemente, para o iminente caos, ou
juízo. Em contrapartida, a obediência ao mandamento recebe uma promessa
especial.
Ef 6.3 Não é possível transferir a abastança, vida longa e propriedade
de terras diretamente para a nova aliança. Já mencionamos que “na terra”
generaliza a expressão original. Ao mesmo tempo isso impede a espiritualização
da promessa no sentido da vida eterna ou da herança celestial.
A promessa é conscientemente mantida no contexto do AT, mas ao mesmo
tempo é aplica aos destinatários cristãos da carta aos Efésios. Da mesma
maneira como riqueza e vida longa são a essência da bênção no AT, a múltipla
bênção espiritual dos que creem é a dádiva singular enviada em Jesus
Cristo (cf. Ef 1.3). A comunhão com Cristo é a bênção concedida àquele que
anda no amor como “seguidor de Deus” (Ef 5.1s), cumprindo assim os mandamentos
de Deus. Sem dúvida uma bênção possui um significado essencialmente espiritual,
porém também pode ter aspectos físicos. No entanto, cabe levar em conta que –
na perspectiva humana – também circunstâncias sumamente adversas, como
sofrimento, aflição ou perseguição, são capazes de transmitir a bênção de Deus.
Eberhard Hahn. Comentário Esperança Efésios. Editora
Evangélica Esperança.
A palavra «...honra...», é tradução do termo grego «timao», que quer
dizer «dar um preço a», «valorizar», «estimar», ou seja, honrar, através do
respeito apropriado. Inclui também a ideia de «reverência». No fundo
de tudo rebrilha o «amor cristão», que se expressa mediante palavras e
ações. Assim, pois, a criança que ama a seus pais mui naturalmente «honrará» ou
«estimará» os mesmos, procurando fazer aquilo que lhes agrada. Esse amor e essa
honra são o alicerce mesmo da obediência verdadeira, tornando-a uma atitude
voluntária e livre, e não como se fora uma imposição, que a criança só atende
aos muxoxos.
O mandamento aqui aludido é aquele que figura nos trechos de Êxo. 20:12
e Deut. 5:16, conforme o mesmo aparece na Septuaginta (versão grega do A.T.,
completada cerca de duzentos anos antes da era cristã). (Ver igualmente Mat.
15:4). À criança compete servir, amar e estimar seus pais, estando sujeita às
suas ordens. Uma criança nada deveria fazer que desonre o nome de seus pais,
mas tão-somente aquilo de que seus pais se possam sentir orgulhosos, e através
do que o nome deles é exaltado perante outros, e ao seus próprios olhos.
«...o primeiro mandamento com promessa...» Essa declaração de Paulo tem
provocado dificuldades entre os intérpretes.
Talvez a melhor explicação seja simplesmente aquela que diz que esse
mandamento é o «primeiro e único com uma promessa a ele vinculada». Ou então, o
que quer que Paulo tivesse em mente, ao assim dizer, isso se perdeu para nós,
pois quiçá somente seus leitores judeus pudessem entendê-lo, embora nós mesmos
não possamos alcançar seu raciocínio, motivo pelo qual sua ideia caiu
para nós em obscuridade. Seja como for, não há nada de vital nessa
questão. O que importa é que tal mandamento era tão importante, dentro da
legislação do A.T., que mereceu o adorno de uma promessa a ele ligada, para
encorajar a sua observância.
A passagem de Êxo. 12:20 é citada aqui. Tratava-se de promessa de
bem-estar e de vida macróbia na terra de Canaã. Não se deve pensar aqui em vida
eterna ou em vida espiritual, embora isso também esteja implícito. De fato, a
observância de todos os mandamentos mosaicos estava vinculada à «vida», talvez
tanto em seu aspecto físico como em seu aspecto espiritual. (Ver os trechos de
Lev. 18:5 e Rom. 10:5, onde a «vida» é vinculada à observância dos mandamentos
de Deus).
É interessante observarmos que uma longa vida física foi prometida
àquele que se mostrasse tão terno com as aves que não matasse a mãe dos
filhotes, que porventura encontrasse em um ninho, embora pudesse retirar dali
os filhotes ou os ovos ainda em processo de incubação (ver Deut. 22:6,7).
«...sobre a terra...» No grego e no hebraico há palavras diferentes para
indicar o globo terrestre e uma região qualquer, embora em português ambas as
idéias possam ser expressas pela palavra «...terra...» Portanto, erri português
não se nota a modificação havida na citação. A passagem de Êxodo falava na
região de Canaã, mas Paulo usou em grego a palavra que significa o «globo
terrestre», a fim de dar-lhe um sentido geral, não limitado à nação de Israel e
à Terra Prometida.
Tal promessa de longa vida, naturalmente, não se revestiria de interesse
particular para os cristãos primitivos, quando perseguições e martírios se
multiplicavam. Além disso, a «adversidade» em geral caracteriza o homem
abençoado, de conformidade com o N.T., ao passo que o A.T. ligava a
«prosperidade material» com as bênçãos divinas. Outrossim, tal motivação não
parece da mais elevada ordem para os crentes do N.T.. como deveria sê-lo para
os judeus, que enfatizavam tão-somente a vida terrena e seus benefícios. O
cristianismo se prende muito mais ao «outro mundo» do que o judaísmo. De fato,
Crisóstomo sugeriu uma motivação superior a essa para os crentes, em relação a
seus filhos: «Buscai não uma longa vida terrena para as crianças, mas que elas
tenham vida sem limites e interminável no além». (Eph. Hom. xxi, 161A). Isso
está mais de conformidade com o ponto de vista do cristianismo, que antecipa as
felicidades celestes mais do que fixa os olhos na prosperidade atual. Não
obstante, nada há de errado com uma vida longa à face deste planeta,
contanto que essa vida seja usada para cumprir missões dignas, em prol da causa
de Cristo, bem como para benefício da humanidade em geral. Outrossim, os
crentes, como toda e qualquer outra pessoa, fazem tudo quanto lhes é possível
para terem vida longa, com a ajuda da medicina, de condições de vida
melhoradas, etc. Nada há de errado com essa promessa. Ela é desejável, ainda
que não seja a bênção mais elevada que um crente possa buscar.
Não há neste texto qualquer indício de espiritualização de uma promessa
do A.T., como se a «vida eterna» estivesse inclusa na mesma, mesmo que a lei
mosaica não incorporasse o pensamento de outra vida que não a física, conforme
já pudemos salientar. Nenhuma «Canaã celestial» é prometida aqui.Tal promessa
deve ser aceita literalmente, em seu contexto terrestre. E devemos notar que,
além de vida física prolongada, é prometido «bem-estar». O que aqui é prometido
é uma vida longa, próspera e feliz, o que dá a este mandamento e sua promessa
um ponto de vista tipicamente judaico. No dizer de Barry (in loc.): «Essa
promessa não é tão importante para nós como o era para os antigos; mas mesmo
assim continua entre nós»..
Devemos acrescentar, ainda, que neste texto não há
qualquer ideia que a antiga lei mosaica continua em vigor para
os crentes do N.T., e que somente os «acidentes» da lei mosaica, isto é, como
ela era particularmente aplicada a Israel, em seu arcabouço cerimonial, foram
eliminados. É uma estupidez um intérprete cristão tirar tal conclusão,
porquanto é algo totalmente contrário ao que reza os trechos de Rom. 10:4 e
Gál. 3:23-25, bem como contrário à teologia paulina e neotestamentária em
geral. No entanto, não há nenhum erro ou dano para aquele que pensa que a ação
moral correta, de conformidade com as recomendações da lei, não trazem as
mesmas bênçãos que a ação moral correta o faz em qualquer época. A justificação
não está em foco aqui. Mas a moralidade, em qualquer período da história, será
acompanhada pelas bênçãos divinas, da maneira como ele resolver abençoá-la.
Deus pode conferir vida longa na terra aos obedientes; e o presente texto
promete exatamente isso aos filhos que obedecerem e honrarem a seus pais, de
acordo com a vontade de Deus, em cada caso, não deixando de haver
exceções—quando os pais exigirem de seus filhos coisas errôneas, ou quando o
próprio Deus quiser que alguém tenha vida curta à face da terra. Para isso, só
Deus sabe as razões. O que é dito aqui, pois, é dito em sentido geral, não
visando necessariamente cada criança em particular.
Dvorak
Dinâmica da Lição 07: Honrarás Pai e Mãe (Adultos)
Postado
por Escriba Digital ,
Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos
para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados
(endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua
classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de
atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma
apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua
sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome
dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes
um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das
pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em
contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada
atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver
um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se
importa com ele.
6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:
- Apresentem o título da lição: Honrarás Pai e Mãe.
- Falem que honrar a pai e mãe se refere ao 5º. Mandamento, conforme
lemos em Ex 20. 12:
“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na
terra que o Senhor teu Deus te dá”.
- Procurem saber o que os alunos entendem o que seja “honrar”.
Aguardem as respostas. Depois, acrescentem outras informações.
- Depois, leiam a reflexão sobre relacionamento entre pais e filhos,
respeito e honra.
- Trabalhem os pontos levantados na lição, buscando a participação dos
alunos e procurem contextualizar o tema com o tipo de aluno de sua classe.
- Depois, utilizem a dinâmica “Convivência em Revisão”.
Dinâmica: Convivência em Revisão!
Objetivo:
Analisar nossas ações no âmbito familiar.
Refletir sobre os relacionamentos entre pais x filhos e filhos x pais.
Material:
01 caixa
01 tesoura
01 prego
01 lixa
01 chave
01 cotonete
Procedimento:
- Falem que dentro da caixa há vários objetos, que poderão ou não ser
utilizados, dependendo tão somente de nossa iniciativa. Então, comecem a
mostrar cada um deles, perguntando para que servem. Por exemplo:
Tesoura: cortar, separar, dividir, retirar excessos.
Prego: Fixar, unir.
Lixa: Retirar as asperezas, os excessos.
Chave: Abrir ou fechar.
Cotonete: Limpar ouvido.
- Agora, perguntem: Como estes objetos, figuradamente, podem ser
utilizados para que o relacionamento na família seja melhorada?
Exemplos:
Tesoura: Cortar, separando o que deve permanecer daquilo que deve ser
rejeitado.
Prego: Fixar a Palavra de Deus nas nossas mentes, unindo o que
lemos com as ações que executamos.
Lixa: Retirar o que está em excesso, deixando limpo sem “asperezas”.
Chave: Abrir espaço para ações benéficas. Fechar espaço para atitudes
destrutivas promotoras de desavenças.
Cotonete: Retirar aquilo que nos impede de escutar o outro.
- Para finalizar, façam um breve comentário sobre os benefícios e
malefícios causados pelas atitudes dos membros familiares, proporcionando ou
não ambiente de boa convivência, respeitando uns aos outros e honrando pai e
mãe.
Ideia original desconhecida.
Esta versão por Sulamita Macedo.
Fonte Atitude de Aprendiz
Palavra de Reflexão:
A palavra grega para honra significa reverenciar, estimar e valorizar.
Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas pela posição. É amar,
obedecer é apoiar, não criticar e nutrir um profundo respeito por aqueles a
quem Deus conferiu a autoridade sagrada de pai e mãe.
Portanto:
1. Procure saber mais sobre esse pai ou mãe
2. Respeite-os, mesmo que não sejam perfeitos
3. Expresse gratidão e amor por meio de palavras e atos
4. Se não tiver nada de bom para dizer, então, não diga nada!
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os
pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou
porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não
conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por
isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros
espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será
suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de
seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas
não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso
procure ser criativo na exposição do assunto.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de
seus alunos!
Por Escriba Digital
Professores e professoras observem alguns pontos
importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e
de sua sala:
Professores e professoras observem alguns pontos
importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e
de sua sala:
Dinâmica da Lição 08: Não Matarás (Adultos)
Postado
por Escriba Digital ,
Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos
para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados
(endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua
classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de
atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma
apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua
sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome
dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes
um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das
pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em
contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada
atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver
um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se
importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 08: “Não Matarás.”
- Mostre a mensagem e o ministério de João Batista para o Reino de Deus.
- Apresente a mensagem de Cristo sobre o Reino de Deus.
- Analise o Reino de Deus, bem como os sinais e perfil dos cidadãos
desse mesmo Reino.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Não
Matarás.”
Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os
pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou
porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não
conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos,
por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de
meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será
suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de
seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas
não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso
procure ser criativo na exposição do assunto.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de
seus alunos!
Dinâmica: Não Matarás
Objetivo:
Refletir sobre o valor da vida
Material:
Pequenas caixas ou sacos de papel, Palavras digitalizadas: homicídio,
suicídio, aborto, eutanásia, homicídio espiritual etc.
Desenvolvimento:
Coloque as palavras nas varias caixas ou sacos. Uma em cada. Escolha
cinco ou mais alunos, dependendo da quantidade de palavras que você selecionou,
e entregue um para cada. Um por vez deve vir à frente e abrir a caixa. Diga que
antes de abrir é necessário que o aluno diga a frase chave: Escolhe, pois a
vida. Ao abrir e ver o seu conteúdo, fazer um comentário sobre ele para o grupo
baseado na frase: Escolhe pois a vida. Quando todos tiverem participado, exponha
os conteúdos das caixas e solicite ao grupo que estabeleça dentre eles qual a
importância da frase chave.
Diga-lhes que o verdadeiro valor da vida é você estar em paz com todos,
é você não medir esforços para ajudar a quem precisa de amparo, é você dizer
não à guerra, à violência, é você respeitar a todos, para que possa, também,
ser respeitado.
Dinâmica da Lição 07: Quem Responde Orações (Pré-Adolescentes)
Postado
por Escriba Digital ,
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s
sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de
cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles,
e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise
de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno
novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se
desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com
seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa
parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma
simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de
sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde
você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou
rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a
importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que
você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o
quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, iniciem o estudo da lição 07: “Quem
Responde Orações.”
- Apresente através da oração do Pai Nosso os
componentes de uma oração.
- Explique que Deus ouve a todas as orações e
responde conforme a sua soberana vontade.
7– Para o desenvolvimento desta lição sugerimos a
dinâmica “Lições na oração do Pai Nosso”.
Professor, antes de dar esta aula pesquise com
muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta
falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar
aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e
espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus
alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de
conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de
aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais
importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo
de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na
exposição do assunto.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes
frutos para vida de seus alunos!
Dinâmica: Lições na oração do Pai Nosso
Objetivo:
Fazer com que os alunos vejam Deus como um Pai
amoroso, e tirar lições da oração do Pai Nosso.
Material:
Envelopes, Orações do Pai Nosso, Folhas com a
palavra PAI, Lápis ou caneta.
Procedimento:
- Preparar uma folha para cada aluno, escrevendo a
palavra PAI em letras grandes e delas saindo várias linhas:
- Preparar um envelope para cada um,
colocando dentro a Oração do Pai Nosso.
Iniciar a aula entregando o envelope com a oração
do Pai Nosso a cada um. Peça que a leiam primeiro silenciosamente e, em
seguida, em voz alta. Em seguida entregue a folha com a palavra PAI a cada um e
peça que escrevam nas linhas o que a palavra Pai significa para cada um, qual o
sentimento que evoca no coração de cada um.
(Atenção: pode ser que na turma tenham crianças
cujo relacionamento com o Pai é conturbado ou mesmo não tenha essa figura de
Pai. Cabe ao professor desenvolver o tema da melhor maneira possível).
Ressalte a paternidade divina que supera e vai além
da imagem e da experiência de pai que cada um tem do seu próprio pai. A oração
nos abre para a fraternidade universal, afinal temos um pai em comum. Procure
falar com os alunos do relacionamento amoroso de Jesus com Deus, de como ele
tratava a Deus por Abba, que significa “paizinho”, que até então os judeus não
se dirigiam a Deus com tanta intimidade.
Entregue a cada aluno uma tira de papel e peça que
escrevam o trecho do Pai Nosso que mais lhe chamou a atenção. Faça uma pausa
após todos terem escrito, de forma que reflitam sobre seus registros. Cada um
apresenta ao grupo o trecho escolhido e justifica sua escolha. Esse é um
momento de reflexão muito importante para a maturidade do grupo, por isso deve
ser observado com bastante atenção. Encerre a aula dando uma palavra de
fechamento sobre o assunto.
Adaptado por Escriba Digital
Dinâmica da Lição 04: A Bíblia e a ciência (Juvenis)
Postado
por Escriba Digital ,
1– Procure manter os dados pessoais de seus
aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de
cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles,
e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise
de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno
novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se
desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com
seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa
parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma
simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de
sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde
você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou
rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a
importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que
você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o
quanto você o ama e se importa com ele.
6 – Agora, trabalhem o conteúdo da lição. Vejam as
sugestões abaixo:
- Escrevam no quadro ou cartolina o título da
lição: Pecado Original?
- Depois, peçam para que os alunos falem sobre o
que eles sabem sobre o pecado original, quem praticou, onde, qual foi o pecado
e a consequência imediata.
Acrescentem outras informações.
- Falem sobre os seguintes pontos:
A realidade do pecado
As consequências do pecado
O que é pecado
- Para finalizar, utilizem a dinâmica “O Vaso
Quebrado”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!
Dinâmica: O Vaso quebrado
Objetivo:
Refletir sobre o pecado e suas consequências.
Material:
01 jarro
Papel
Caneta para cada aluno.
- Leiam para os alunos a seguinte história que me
contaram. É lógico que não é verdadeira, mas nos traz algumas reflexões:
“Conta-se que o anjo Gabriel deu para Adão e Eva um
jarro e disse-lhes:
- Enquanto vocês estiverem com este jarro vocês
serão muito felizes.
O casal guardou com cuidado o presente do anjo.
Mas... eles pecaram e foram expulsos do Paraíso.
Eva pegou o jarro e deu para Adão levá-lo, que
colocou sobre a cabeça. E ao sair do Paraíso tropeçou e o jarro quebrou-se em
muitas partes”.
Autor desconhecido.
- Agora, façam algumas indagações:
1 - Neste contexto, o que pode significar o
“jarro”?
O jarro significa a comunhão com Deus e a ausência
de pecado.
2 - Que relação pode ter o jarro quebrado com o
pecado e a expulsão do Paraíso?
O jarro quebrado pode ser comparado a quebra de
comunhão com Deus, como consequência do pecado.
3 - Qual era o elemento que promovia a felicidade
do casal?
O jarro da história representava o cuidado do
casal com a felicidade – a comunhão com Deus.
4 - Por que era importante guardá-lo com cuidado?
O jarro tinha que ser bem cuidado e guardado,
porque representava a comunhão com Deus.
5 - O que pode simbolizar cada parte quebrada?
A soma das partes quebradas simboliza a total
descontinuidade de comunhão com Deus, pois o pecado traz como consequência o
distanciamento do homem com Deus, mas somente o oleiro pode reconstruir o
jarro, quando o homem aceita Jesus como seu salvador, restaurando a vida
espiritual.
- Depois dos questionamentos e respostas, apresentem
um jarro. Mostrem que está vazio.
- Perguntem:
O que podemos colocar dentro deste jarro como
partes representantes da nossa felicidade em comunhão com Deus?
O que preenche o homem interior?
Que ações podemos ter para não sofrer as
consequências do pecado?
Distribuam papel para os alunos escreverem e em
seguida solicitem que coloquem dentro do jarro.
- Depois retirem cada papel e leiam para a turma.
Reflitam e analisem o que foi apontado pelos alunos.
- Para concluir leiam:
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom
gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus,
nosso Senhor”(Rm 6.33).
Fonte: Blog Atitude de Aprendiz
Autora: Sulamita Macedo
Professor, antes de dar esta aula pesquise com
muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta
falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar
aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e
espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus
alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de
conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de
aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais
importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo
de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na
exposição do assunto.
Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de
se
Dinâmica da Lição 05: Quem é Jesus Cristo? (Juvenis)
Postado
por Escriba Digital ,
Professores e
professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom
crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure
manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço,
telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de
iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
-
Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure
saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste
bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração
especial.
- Observe se
existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito
especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3–
Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos
aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um
abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final
da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e
durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com
ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É
importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a
que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo
afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com
ele.
6 – Agora,
iniciem o estudo da lição 05: “Quem é Jesus Cristo?”
- Destaque o
perfil de Jesus (sua humildade, seu método de ensino pelo exemplo e sua
coerência, isto é, a perfeita combinação entre o que dizia e fazia);
- Evidencie a
fidelidade de Cristo ao Senhor Deus no cumprimento de sua missão;
- Incentive
aos alunos a que procurem manter sua comunhão com Deus, a partir do exemplo do
Mestre de Nazaré..
7– Para o
desenvolvimento desta lição sugerimos a dinâmica “Imitando o Caráter de
Jesus”.
Professor,
antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em
seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu
este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a
realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso,
tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros
espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será
suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de
seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas
não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso
procure ser criativo na exposição do assunto.
Desejamos que
esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!
Dinâmica:
Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus
Professor,
sugerimos esta dinâmica para ser utilizada depois de concluir os tópicos da
lição, pois você poderá estar fazendo uma avaliação da aprendizagem e
reforçando o ensino.
Objetivo:
Conscientizar
os alunos de que Jesus é humano e divino.
Material:
Folhas de
papel A4 ou ofício, lápis ou canetas.
Procedimento:
Divida a
turma em 2 grupos. Entregue para cada grupo uma folha de papel A4 ou ofício.
Explique ao primeiro grupo que eles devem, em grupo, relacionar na folha de
papel cinco coisas que Jesus fez ou falou que provam que Ele é Deus,
enquanto que o segundo grupo irá relacionar na folha de papel cinco coisas que
Jesus fez ou falou que provam que Ele é um homem comum. Depois que todos
terminarem, peça que um aluno de cada grupo leia a relação do que escreveram em
voz alta. Faça algumas considerações caso seja necessário. Conclua a dinâmica
explicando que a Bíblia afirma que Jesus é Deus e tem todos os atributos
divinos: Jesus é eterno (Jo 1.1), Jesus existe por si mesmo (Cl 1.17; Jo 1.3),
Jesu é onipresente (Mt 18.20), onisciente (Mt 17.27; Jo 2.25), Jesus é
Todo-Poderoso (Jo 1.3; Hb 1.2; Lc 8.25), Jesus é Soberano (1 Pe 3.24). Leia com
os alunos as referências. Mas Ele também foi um homem perfeito, e
como homem as Sagradas Escrituras afirmam que Jesus esteve sujeito a todas as
limitações físicas próprias da humanidade: teve sede (Jo 19.28), fome (Mt
21.18) e cansaço (Jo 4.6); e sentiu alegria ( Lc 10.21), tristeza (Mt 26.37),
amor (Jo 11.5), compaixão (Mt 9.36), surpresa (Lc 7.9), ira (Mc 3.5) e morte
(Lc 24.20) Na Cruz, o puro e imaculado que é Jesus, toma sobre si os pecados da
humanidade. Não mais simbolicamente, como no Antigo Testamento, mas de forma
real. A miséria, o pecado, a desgraça, a morte tocam no propiciatório que é
Jesus e tudo é lavado, purificado, liberto. Para isso é que foi necessária a
morte de Cristo na Cruz.



👍 ótimas lições
ResponderExcluir👍 ótimas lições
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