PESCADORES DE CRIANÇAS
1.
CUIDE DE MEUS CORDEIROS
Todas as pessoas,
que servem e conhecem a Deus, são chamadas para esta Comissão:
“Cuide e apascente meus cordeiros!” O novo convertido deve ser alvo do cuidado
e bondade dos irmãos na fé.
As crianças foram
muito bem recebidas e alvos da solidariedade do Senhor Jesus Cristo. Quem as
contempla como um estorvo no mundo, agem de forma simplória e não se parecem
com Cristo.
O cuidado com os
cordeiros é o exercício do ofício de um pastor, governar, regulamentar,
dirigir, orientar, fazer o trabalho de um pastor junto ao rebanho. O cuidado
envolve alimentação, ensino da doutrina, preceitos e condutas na
trajetória cristã. A criança tem dupla necessidade de crescimento na graça. Tal
processo envolve o saber, ser, fazer e sentir para receber maior poder da parte
de Deus. A instrução à criança é imprescindível porque ela poderá ter 50 anos
de santo serviço à sua frente. Terão muito mais tempo para treinamento. O
auxílio à uma criança a ajudará a se converter e desenvolver um alto grau de
piedade para exercer o seu trabalho na obra do Senhor.
1.
NÃO IMPEÇAM AS CRIANÇAS
Os nossos cultos
pouco oferecem às crianças. As mensagens contidas nos sermões passam “por
cima de suas cabeças”. Ou seja, não penetram em seus corações. À vista de Deus,
não é pregador quem não se importa com as crianças.
O coração de Jesus
era um grande porto onde muitas embarcações poderiam ancorar Jesus, o
homem-criança, nunca esteve mais à vontade do que com crianças.
A omissão da
religião na educação dos filhos se constitui em pecado dos pais, os quais serão
culpados do sangue de suas almas. Não é necessário matar a criança para fazer o
santo. Não se pode transformar a criança convertida num adulto. Ela continuará
sendo criança.Ele nada pede de você a não ser que seja nada, e que Ele
possa ser tudo em tudo para você!
1.
OS DISCÍPULOS E AS MÃES
Será que temos nos
esforçado pela conversão de crianças tanto quanto temos nos esforçado pela
conversão de adultos?
Os discípulos
tinham tanta reverência por Seu Mestre que queriam mandar embora\ os tagarelas
para que o Grande Rabino não parecesse ser um mero professor de bebês. Isso
pode ter sido zelo por Deus, mas não era segundo a sabedoria. Assim, também, se
alguém nos critica por receber crianças novas na igreja, usaremos a crítica na
lapela como insígnia de honra. Jesus não será desonrado pelas crianças: temos
muito mais razão para temer os adultos. A repreensão que os apóstolos fizeram
sobre as crianças deve-se em parte por ignorarem a necessidade das crianças. Esqueceram-se
de que nessas crianças, com toda sua alegria, saúde e inocência aparente, havia
uma necessidade grande e grave da bênção da graça de um Salvador.
Há uma tendência
para o mal mesmo onde não é desenvolvida em ato, e essa tendência precisa ser vencida
pelo poder divino do Espírito Santo, que atua fazendo com que a criança nasça
de novo. A verdadeira semente não nasce segundo a carne, mas segundo o
Espírito. É desonesto usar a afirmação que diz:”a promessa é para vocês e
seus filhos” (At 2.39). Neste caso, o nascimento segundo a carne até pode
produzir privilégios, mas, segundo o espírito, só o haverá com o acesso à graça
divina, com o chamado específico do Senhor. Você precisa olhar seus
filhos como nascidos no pecado, e formados na iniqüidade, herdeiros da
ira, assim como os outros.
Crianças de 10 a 12
anos podem ter experiências profundas com Deus. Alguns meninos são homenzinhos,
e algumas meninas são mulheres idosas. A capacidade de crer se acha mais
na criança do que no adulto. Cada ano leva a mente não regenerada para mais
longe de Deus. “Nenhum terreno está mais bem preparado para a boa semente do
que aquele que ainda não foi pisado e endurecido como a estrada, nem ficou
cheio de mato com espinhos. Também, em alguns casos, a criança ainda não
aprendeu os enganos do orgulho, a mentira da ambição, as ilusões do mundanismo,
os truques do comércio, os sofismas da filosofia; e por enquanto desfruta de
vantagem sobre o adulto.”
Vale mais salvar um
menino do que um homem porque terão muitos dias à frente para servir ao Senhor
de todo coração e ganhar almas para Cristo!
1.
O PASTOR DAS CRIANÇAS
Simão Pedro era o
homem ideal para pastorear os cordeiros porque era um grande devedor e tivera
uma grande experiência com Cristo. Experimentara o amor e perdão incondicional
de Deus e fora devidamente preparado para esta função. Para ser chamado, foi, primeiramente,
alimentado. O professor/pregador deve alimentar a sua própria alma, para depois
alimentar. Pedro esteve junto ao Seu Mestre, ouviu a Sua voz, recebeu o Seu
olhar atingindo-lhe o coração, respirou o ar que envolvia o Senhor ressuscitado
e esta comunhão perfumou o coração daquele que foi comissionado para falar e
orientar os novos e velhos. O preparo de Pedro também envolveu o auto-exame:
“Simão, filho de Jonas, tu me amas? Tu me amas? Tu me amas?” O
recipiente foi devidamente lustrado para que nele se pudesse colocar água limpa
para levar aos sedentos! O homem de coração sincero precisa passar pela
sondagem e examinar-se a si mesmo para constatar se, realmente, ama a Cristo!
A melhor forma de
se preparar para esta nobre tarefa é demonstrar amor pelos cordeiros, usar os
seus nomes em nosso peito. Se não houver amor, o trabalho será mal-feito e o
rebanho estará à mercê do lobo. Cordeiros vivos não podem ser alimentados por
homens mortos. Nosso alo é criar amor no coração daqueles que ensinamos e nutrimos.
Como podemos transmitir o fogo, se ele não está aceso em nosso coração?
Nós devemos amar
os cordeiros, assim como Cristo os amou, haja vista que foram escolhidos,
redimidos, chamados, lavados, alimentados e guardados em amor. Ame e, depois,
alimente. Nossa função é alimentar com doutrina sólida e sadia. Este trabalho
deve ser humilde e despretencioso, sem ostentação.
Alimentar os
cordeiros é um trabalho cuidadoso, , não podemos oferecer qualquer alimento. É
um trabalho árduo que requer dedicação, comprometimento e disposição
para estar presente, em diversos momentos, nas vidas das
ovelhas em processo de crescimento.
“O verdadeiro
pastor é uma amálgama de muitas graças preciosas. Ele é caloroso com zelo, mas
não é inflamado com paixão; é bondoso, contudo, governa sua classe; ele é
amoroso, mas não fecha os olhos numa piscada ao pecado; tem poder sobre os
cordeiros, mas não é imperioso nem sarcástico; tem bom humor, mas não
frivolidade; liberdade, mas não licenciosidade; seriedade, mas não cara fechada.
Quem cuida dos cordeiros também deve ser um cordeiro; e bendito seja Deus, há
um cordeiro diante do trono que cuida de todos nós, e que faz isso com mais
eficácia porque ele é em todas as coisas feito como nós.”
1.
DOS TAIS É O REINO DO
CÉU
As crianças devem
ser salvas simplesmente segundo a vontade e o prazer de Deus porque ele os fez
para serem seus. Crianças, em sua plena inocência, bebês que ainda não
conheceram o mal, são igualmente salvos em todas as partes do mundo, sem
necessitar de um ritual religioso. Não entram no reino pela força do intelecto,
da vontade ou do mérito, e sim por resultado da livre graça, não tendo
referência a nada que tenham feito ou sentido.
Muitas crianças
entram no reino de Deus pela fé, recebem o evangelho com humildade e nos são
mostradas como um exemplo em todas as coisas. Ela ouve a história da cruz, nela
acredita e não tem pontos a revidar, haja vista que ainda não tem preconceitos,
não é infiel, desconhece as heresias e imprecações, está livre de orgulho, não
se vangloria de justiça própria nem crer em frios rituais religiosos.
1.
COMO UMA CRIANCINHA (LUCAS 18.17)
Antes do Senhor
Jesus se despedir dos seus discípulos, Ele abençoou as crianças e
deixou-lhes a recomendação: “Cuide de meus cordeiros!” Portanto, vamos dar, às
nossas crianças, um lugar proeminente em nossas igrejas. Estejamos nós ainda
mais ansiosos para levar as crianças a Cristo para que Ele as abençoe. Jesus
exortou os discípulos dizendo que as crianças não podiam ser vistas como
intrusas, porque todos deverão receber o Evangelho e o reino de Deus como
criança.
Para os discípulos,
as crianças não se ocupavam de assuntos de tamanha significância, nem de
compromissos tão sérios quanto eles. No entanto, nos esquecemos de que o Senhor
nos vê como gafanhotos, como seres sem importância (Sl 8.4). Se Deus cuida dos
pardais, não cuidará das criancinhas (Mt 10.29)? Mesmo estando nas alturas, o
Senhor atenta para os humildes (Sl 138.6)!
As crianças
constituem uma parte considerável da população dos céus. É na criança que
achamos o pai do homem, pois nela há grandes possibilidades e capacidades para
se desenvolver. “Aquele que põe uma tentação na mente de um menino pode
destruir a alma de um homem.” Uma verdade que cai no coração da criança frutificará
e, na idade adulta, veremos os frutos dela. Com a verdade no coração, o menino
crescerá para honrar e temer ao Senhor, o que o ajudará a viver piamente
nestes dias ruins.
Os apóstolos
achavam que a mente das crianças era insignificante, só viviam brincando e se
divertindo e o fato de serem recebidas, nos braços de Jesus, seria apenas uma
diversão, uma frivolidade. Quem são os mais frívolos, preocupados com o prazer,
os homens ou mulheres na fase adulta?Há muitos adultos que continuam brincando
com Deus, com a Sua Palavra, com os seus compromissos....As crianças são
sinceras em seus jogos e respeitam as regras estabelecidas. Os adultos, por sua
vez, vivem quebrando as regras e, por isso, temos de repeti-las:”Ordem sobre
ordem, ordem sobrem; regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali.” (Is
28.10)
Muitos discípulos
poderiam pensar que as crianças não tinham suficiente capacidade de assimilar o
ensino do Senhor. Esqueceram-se de que todos têm condições de compreender os
ensinos de Jesus, não importa a classe, faixa etária, etnias etc. Elas têm
condições de crer e atender, pois são muito mais sensíveis ao Espírito Santo
que promove a fé salvadora.
Alguns também
poderiam supor que uma criança não seria capaz de arrependimento. Ledo engano.
São dotados de uma consciência sensível e se entristecem imensamente quando
cometem uma falta.
Muitos acreditam
que elas não têm entendimento suficiente para compreender os mistérios
profundos da Bíblia. Isto não faz diferença, porque apenas precisam
compreender o projeto de Deus para sua salvação.As crianças são plenamente
capazes de amar e obedecer os dois principais mandamentos contidos na lei do
Senhor.
Para os apóstolos,
uma criança não é suficientemente grande, crescida, importante, para ser
abençoada por Jesus:“Não diga que a criança não pode vir ao Mestre porque
não é como o homem, mas saiba que você não pode vir até que você seja como ela.
Não há dificuldade no caminho da criança por ela não ser como você; a
dificuldade está com você, que não é como a criança.”
Bom seria que
fôssemos libertos de nossos maus hábitos, preconceitos e pudéssemos recomeçar
com o viço, simplicidade e entusiasmo de uma criança!
1.
PASTOREIE OS MEUS CORDEIROS
O Senhor nos deu
cordeiros para cuidarmos de livre vontade como o Senhor quer, não por
obrigação (I Pe 5.2). A glória deve ser dada ao Mestre, não ao servo. Tal
trabalho requer abnegação. O Senhor Jesus confiou a Pedro o que tinha de mais
precioso: o Seu rebanho, comprado com o Seu sangue. Se Pedro o amasse
sinceramente e fosse íntegro, teria condições de apascentar e proteger as
ovelhas do sumo Pastor (Jo 10.1). Quando lhe concedeu esta função, estava
demonstrando que aquele homem foi plenamente perdoado. Só poderemos
pastorear os rebanhos de Cristo se tivermos amor. Se O amarmos, obedeceremos
aos Seus mandamentos e alimentaremos o rebanho.
“Se você ama
Cristo, mostre isso, e mostre-o fazendo o bem aos outros, desgastando-se para
ajudar os outros, para que Jesus possa ter a alegria desses outros.”
O amor somente vai
crescer a partir do momento que for exercitado:
“O amor ama até que
ama mais, e ama mais até que ama mais; e ainda ama mais até que ama mais de
tudo, e então não está satisfeito, mas aspira um alargamento do coração para
que possa copiar ainda mais plenamente o modelo perfeito de amor em Cristo
Jesus, o Salvador.”
A recreação de uma
alma amorosa é trabalhar por Jesus Cristo; e dentre as formas mais altas e mais
deliciosas dessa recreação celeste está o cuidado com os cristãos novos e
edificação para que entendam e compreendam a Palavra de Deus, tornando-se
fortes no Senhor.
*Amélia Lemos Oliveira

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